Na segunda carta a Timóteo, Paulo antecipa como serão os homens dos “últimos dias”. Pessoas acentuadamente egoístas, sem empatia ou sentimentos. Ou seja, a ênfase em si mesmo e o descaso para com os demais.

Esta realidade, obviamente, virá com o esfacelamento ou mesmo a destruição dos valores tradicionais: família, moral, religião, lazer. Contudo, não nos foi deixado o que levaria a humanidade nessa direção. Assim precisamos perguntar: O que de fato poderia alterar as pessoas  no âmbito da mente, a ponto de transformar o mundo?

Uma das respostas envolve a tecnologia. Nada tem produzido mais mudanças ao mundo, ela tem permitido as profundas transformações no mundo que até então conhecíamos.  
A tecnologia, em sua maior visibilidade, as Redes, permitiu e facilitou a comunicação entre as pessoas. A distância foi vencida, criando um mundo de “próximos”. Uma multidão de pessoas entrou para a cidadania desse mundo – uma nova vida. Assim, a tecnologia, esse “estranho organismo”, lançou a humanidade à uma nova realidade – o mundo das Redes.    
Nesse mundo a velocidade e a facilidade fundamentais trouxeram a vida URGENTE, onde a intensa troca de realidade permitiu uma liberdade não experimentada. Paradoxalmente, a mente humana se escravizou a ela, que agora atua também no velho mundo. E a vida urgente que se renova a cada momento, determinou o prazo de validade de todas as coisas, nada é permanente.  
Tal fugacidade chegou aos relacionamentos. Os compromissos, vai e vão, pelo toque de um dedo. Tudo passou a ser frágil, sem compromisso, sem profundidade ou reflexão. A futilidade ganhou importância, ocupando e dando sentido à vida cotidiana.   
Assim, na nova realidade cabem os impossíveis, os contraditórios, a lógica do movimento, o inclusivismo passou a ser uma necessidade existencial. E a nova vida depende apenas de um toque do outro lado da linha.
Veio um novo padrão mental, a excelência do indivíduo, o fez Deus, que cria sua realidade: uma nova humanidade, unida pela e apenas na rede. A tecnologia permitiu uma nova percepção de mundo, e esta prevaleceu: nenhuma verdade pode determinar a vida. Todos constroem seu próprio mundo, sua própria verdade… e a seu tempo. 
Veio a proximidade com distanciamento, com pessoas próximas de seus teclados, mas distantes entre si em seus sentimentos. Não há percepção real do outro, da dor ou do sofrimento, e frases vazias expressam a ausência dos sentimentos.  
A vida de “outrora” perdeu sua importância, mais grave, sua utilidade. É apenas o começo… mas já estamos diante do homem dos ‘últimos dias”.
Recomenda o Senhor… DESTES AFASTA-TE. (2 Tm 3:5)   

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