Fazendo votos

O Salmo 101 traz Davi e vários os votos – um compromisso voluntário e unilateral, falado ou não, diante de Deus. Sim, muitos votos, são feitos no oculto de nossas almas, sempre que a gratidão, e não a obrigação, nos leva aos pés do Senhor.

Este salmo registra os votos de alguém que se dispôs a viver de modo a agradar e engrandecer a Deus. De certo, quem é Deus e seus benefícios moldam sua percepção, portanto, este conhecimento, de quem é Deus e dos seus benefícios, conduzem seu coração e determinam seus desejos.

Devemos atentar para os valores que construiriam seu compromisso de vida diante de Deus: o lugar da alegria, da gratidão, da esperança, pois tais coisas determinam suas escolhas. 

Inicia com um cântico, celebra com gratidão a misericórdia e o juízo de Deus. E se há cântico para louvar ao Senhor, seus votos são motivos de alegria.  E é assim, que devemos ler todo o salmo.  

No versículo 2 vemos a esperança em Davi, a espera do Senhor: “Quando virás a mim?” Sim, não podemos perder que a esperança de encontrar o Senhor nutre seu cântico e fortalece sua disposição. 

Em seguida aprendemos que devemos começar os votos ao Senhor: em nossa casa. A liberdade de estar a sós com o Senhor. Um compromisso da intimidade, como em oração, em que o silêncio nos permite conhecermos o nosso coração. Como ensina o Senhor, em secreto Deus nos ouve, e lá que podemos oferecer nossos votos.

A partir do verso 3, seus votos são registrados em 2 grupos: O QUE NÃO FAZER e O QUE FAZER. Em ambos os grupos há o compromisso de agradar a Deus, são confissões de uma alma que espera e reconhece o que o Senhor já lhe fizera. Apenas assim, há solidez, caso contrário são apenas palavras religiosas, como que falando ao vento.

Nos versos 3 e 6, lemos: “meus olhos”. Davi não fala apenas de ver ou não ver, mas sim, de perceber e compreender o mundo, e pelo conhecimento do Senhor, fazer escolhas, evitando más companhias. Davi, em seu discernimento, atenta para aqueles que se desviam. Afirma que não se deixará influenciar por aquelas condutas, pelas más obras, sobre ele não terão poder. Votar ao Senhor exige perceber as más condutas e delas nada copiar. São os votos do “NÃO FAZER”.

No verso 4, a percepção de Davi chega ao interior das pessoas (note que não mais fala de obras, mas de índole, do caráter). Não se chegará ao homem mau. Sua percepção evita aqueles de coração. E no verso 5 ele inclui quem são: (com quem não teria comunhão):

Aqueles que às escondidas difamam – mal intencionados, os destruidores. E aos soberbos e os pretensiosos – aqueles que sempre vivem em busca de reconhecimento e privilégios – prontos para serem servidos. E distante desse resgata o homem bem aventurado: “BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes [tem] o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”. Davi faz seus votos do “NÃO FAZER”.

“Meus olhos estarão sobre os fiéis”, em contraste inicia o verso 6, confessando a quem buscaria. Seu voto de ir aos crentes para comunhão, participar dessa intimidade. “Meus olhos estarão sobre os fiéis da Terra para que se assentem comigo, esse me servirá” assim afirma Davi. Sua percepção o leva a se comprometer com Deus, e sabe que junto aos santos caminhará com segurança.

Na mente de Davi, que já havia rejeitado a presença dos escarnecedores, há disposição para se ajuntar aos retos para com eles ter comunhão, e deles aprender a andar, pessoas pudessem influenciá-lo, instruí-lo no caminho da fidelidade. E como em aula, aprender com os santos do Senhor, a caminhar os caminhos do Senhor. São seus votos do “FAZER”.

No verso 7, de volta à sua intimidade (à sua casa) afirma: não terá comunhão com os mentirosos e os falsos. E estará atento a essas pessoas e para que não tenham sucesso diante dele.   

Pela manhã, sabe que terá de combater o mal. Pela necessidade de urgência e continuidade aprendemos maturidade. Pois, serão permanentes os desafios para cumprir seus votos. A presença e o poder do mal estarão todas as manhãs diante de nós. 

Até quando? Podemos perguntar, até o dia que o Senhor nos visitar, responderá Davi.  

Nossos votos ocultos ou não evidenciam nossa gratidão, esperança do que o Senhor fez e fará por nós.  

Encontrando o real sentido da vida

Os textos do capítulo 2 da primeira carta aos Corintos ganham relevância para o entendimento da realidade e da gravidade em que nos encontramos. São argumentos a respeito da compreensão humana, o significado das palavras, e sobre a reflexão humana sobre a vida.

São textos importantes, pois sem dúvida vivemos uma crise de significados (entendimento).

Devemos reconhecer o advento das redes sociais como um evento global, transformador. E com ele veio a possibilidade dos contatos instantâneos e múltiplos – sob uma velocidade cada vez maior todos se interligam. E “aprenderam a ansiedade” de percorrê-los sempre e a todo momento.

Assim, essa dinâmica da vida nas redes impôs a velocidade para determinar os interesses. E sob a necessidade de “estar unido” aos múltiplos contatos e sempre, surgiram os encurtamentos: das frases, dos sentidos, da atenção … chegando ao encurtamento das ideias – rejeitando-se o o mundo fora da rede.   

A “mente das redes” ficou livre para definir o que “lhe é verdadeiro”, livrou-se das amarras da história, do senso, dos métodos, dos contrários – são todos suspeitos, inclusive o argumento e a reflexão.  

Como resultado, observa-se o declínio progressivo da capacidade de pensar. Nessa sociedade, não se apercebem, mas “a vida na rede” lhes rouba a alma. (levando a seus cidadãos o “comportamento de manada”). 

Neste contexto, sem significados, sem reflexões, não há esperança, o que torna urgente encontrar uma estratégia para despertamento.

Devemos voltar aos textos das Escrituras para encontrarmos as respostas. Está escrito que:

recebemos o Espírito que provém de Deus, para conhecê-lo, e reproduzirmos esse conhecimento, não por meio de sabedoria humana, mas por meio das verdades do próprio Deus”.

Foi-nos dada a capacidade de perceber o tempo em que vivemos, mundo e suas ilusões.

No atual estado, de perda dos significados e de ausência de reflexão, apenas o Evangelho – Deus e seu poder, dará sentido às vidas.

O tempo de espera

No capítulo 11 de livro aos Hebreus há uma galeria de grandes homens. Homens que experimentaram desafios, estiveram sob ameaças, abandonados, mas permaneceram firmes, pois movidos pela certeza de sua esperança, viviam suas vidas sabendo que algo melhor os esperava.

Assim, viveram e morreram, e seus nomes chegaram aos nossos dias, foram registrados para nosso ensino, para aprendermos com eles, homens que não retrocederam.

O texto que antecede e nos leva a esses grandes homens é:

“Mas o justo viverá pela fé; e, se alguém se retirar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma”. (Hb 10:38-39).

Assim, entendemos que todos esses homens conhecerem, e foram ensinados por Deus, e seguiram em direção à sua esperança – a pátria celestial.  

Seu conteúdo é oportuno para este tempo de pandemia. Quando o desânimo tem encontrado lugar em meio a Igreja do Senhor, e mais deve se aprofundar. As palavras do Senhor mostram seus cuidados e também suas advertências.

Deus nos comprou e, fazendo-nos crer, confiou-nos seus mistérios, em especial colocou em nossos corações a esperança, pois ele virá nos buscar e com ele estaremos para sempre.  

Esta esperança nutre nossas vidas, de modo que desejamos e necessitamos agradá-lo. A comunhão com Ele e com os irmãos são expressões dessa esperança. Não deixemos de congregar, não retrocedamos para a perdição… Ou ouviremos a voz do Senhor: Nesse minha alma não tem prazer. Consideremos tamanha advertência!

Por outro lado, a esperança nos conforma com as palavras do escritor, nos conforma com aqueles homens: Somos daqueles que permanecem firmes na esperança de encontrar o Senhor… em comunhão com ele e com os demais irmãos. Lembremos que o nosso nome também está escrito nos céus, no coração do nosso Senhor.

Importa que os homens assim nos vejam, diz o Senhor que mais perto está.  

O salmo amarelado (91)

salmo 91

O Salmo 91, o Salmo amarelado, é um termo extraído do hábito de muitos manterem a Bíblia aberta neste salmo. O que faz com que essa página fique amarelada pela ação do tempo. Pois, acreditam que seus textos funcionam como um mantra ocultista de poder e proteção… e mostra sua popularidade.

Devemos lembrar que satanás falsamente dele se utilizou na tentativa de se beneficiar e frustrar o plano de Deus.

Portanto, ao seu conteúdo devemos dedicar completa atenção, assim saberemos seu significado.

Duas questões devem ser identificadas e respondidas: (1) o termo AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo são todas as pessoas, qualquer pessoa? (2) Caso seja específico para uma única pessoa, quem é essa pessoa?

É isso que o texto pretende responder, comecemos pelo primeiro questionamento: “AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo são todas as pessoas, qualquer pessoa?”

O salmo inicia afirmando:

“AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.”.

O texto não diz TODO AQUELE, permitindo que entendamos ser qualquer pessoa, ou todas as pessoas. Mas, afirma apenas AQUELE, uma única e singular pessoa.

Acrescentemos que o esconderijo onde “AQUELE habita”, pertence ao Altíssimo, que estabeleceu critérios para os que lá podem entrar (Sl 43.3; 1 Co 6.10).

Assim, o início do texto nega a ideia que “todos” habitarão no esconderijo do Altíssimo. Portanto, as bênçãos contidas do salmo são restritas, não podemos aplicar para todos.

Com nosso primeiro questionamento resolvido, devemos passar para o segundo. Devemos encontrar A quem é dirigido o salmo com suas bênçãos.

No segundo verso, “Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei”.

O salmista se dirige a Deus, o Deus de Israel, usando a primeira pessoa “EU”, que é o mesmo que habita no esconderijo do Altíssimo. O salmista fala de si mesmo, ou fala como se fosse outra pessoa?

Dos versos 3 até o verso 8, estão declaradas as bênçãos: promessas de livramento e de cuidados. Inicia assim: Porque ELE (o Altíssimo) TE livrará. E todas as bênçãos são dirigidas para a pessoa singular, “TU”, pois lemos os termos “te, teu, terás”.

Assim, vemos que as promessas do salmo são exclusivas para alguém tratado pelo pronome “TU”, que é “AQUELE” que habita no esconderijo do Altíssimo.

No versículo 9 diz: “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação”. Temos confirmado que a pessoa a quem foram dirigidas TODAS as bênçãos, “AQUELE” que habita no esconderijo do Altíssimo é o SENHOR.

O salmista tem por perspectiva a existência de uma pessoa divina, O Altíssimo, que promete bênçãos para outra pessoa divina AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo.

O que é confirmado pelos versos 11, 12 que dizem: “Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra alguma”.

O texto é reconhecidamente messiânico, onde há a promessa dos anjos do Altíssimo guardarem o Senhor. Tal texto foi usado por satanás (Mt 4.6; Lc 4.10) para a pessoa do Senhor.

O salmista faz referência ao Deus de Israel, os evangelista utilizam para Cristo.

Temos assim, a segunda resposta: Este Salmo faz referência à vinda do Messias, e aos cuidados da parte do Altíssimo.

Todas as promessas contidas nele foram feitas para Jesus, o Deus de Israel.

Não é ensino do salmo conferir suas bênçãos a partir das necessidades do leitor. E, não se pode transformar as promessas do Altíssimo em um mantra para hora da aflição e sem nenhum conhecimento e compromisso com Deus

 

Um mandamento para vida

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PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. (Cl 3.1-4)

Os termos, “buscai e pensai”, constroem um único mandamento, mas à medida que caminharmos, perceberemos quão precioso é.

O texto inicia, dirigindo-se aos “ressuscitados com Cristo”, é sobre a vida de Cristo que seremos instruídos.

E, chegam às nossas mentes a graça e a misericórdia do Senhor, foi por meio delas que ressuscitamos com Cristo. Consequentemente, com Ele morremos, e ao ressuscitar e deixar seu túmulo vazio, destruiu o poder da morte que nos escravizava, dando-nos sua vida.   Temos a vida de Cristo. Logo, o mandamento é para expressarmos em nós, a vida do seu Filho.

Ainda que mandamento, e assim devemos entendê-lo, se trata de uma orientação amorosa, de um Pai que se dirige ao filho que precisa crescer. Ao afirmar que devemos buscar e pensar em coisas celestiais, nos obriga a fazer fluir a vida eterna já, agora, com seus valores, suas verdades e sua bendita esperança.

Esta nova vida que saiu do túmulo, subjuga a morte, que outrora nos enganou, passando-se por vida. Quando submetia nossos desejos e pensamentos às coisas daqui debaixo.

Tais motivações ainda nos espreitam: os prazeres egoístas, a soberba da conquista e do saber, a espera pela felicidade que jamais chegou. E nosso coração permanecia cativo, cá embaixo.

Assim, o mandamento do Senhor é para liberdade, para abandonarmos as coisas anteriores, do primeiro Adão, que em aflição ao pó voltará.

Sim, o mandamento é para liberdade, para viver a vida do último Adão, que é Cristo. Assim, nossa alma deve se refugiar onde está, e de onde virá o nosso Senhor.

Encontrar nos bens celestiais, e nas verdades do Senhor: o amor não fingido, a paz incompreensível, as certezas eternas. Sim, é para viver já, agora, sua vida em nós. Não apenas porque temos sua vida, mas porque não mais nos pertencemos, fomos comprados.

O mandamento é para levantar os olhos para o céu, contemplarmos nossa casa, que já está preparada.

E, lá o veremos em glória, e com ele, viveremos para sempre.

Aleluia!

A ilusão e a construção da realidade paralela

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Tu amas mais o mal que o bem, e a mentira mais do que falar a retidão. (Selá) Sl 52.3

 

O salmo registra a realidade humana diante de Deus – a mentira é parte do caráter humano.
É ela a grande estratégia para sobrevivência humana. Aprofundando-se, passou a ser a forma de pensar-se gente, o sonho de subverter a realidade.
A mentira com filhos, amigos, esposas; mentira para ganhar, mentira para enganar, mentira inclusiva, mentira para mentir.

 

A realização por meio da ilusão conquistou a mente humana. A mentira insiste na construção de uma realidade paralela, fundada pela sua “veracidade”. E o absurdo tomou conta: tudo está dentro de cada um, e cada um constrói sua própria realidade. O patético se fez sábio e “a minha verdade pode não ser a sua”.
Nesse cenário, a mentira fragmentou a realidade, cada indivíduo faz “possível” sua realidade. Como resultado perdeu-se a ideia do todo, de completude, lançou-se por terra a possibilidade de satisfação. O que se pensou vantajoso, trouxe limitação, pois o homem incapacitou-se em perceber o eterno, a realidade completa. Restringiu-se ao pessoal, não encontrando em si, (mesmo em sua mentira) realização. Mesmo sendo “aqui e agora” o melhor lugar do mundo, nem assim é feliz. A ilusão sendo a própria esperança, extinguiu-se a esperança.

 

Daí, fatos, pessoas, ou mesmo coisas perderam sua conexão com a realidade completa – além do aqui e agora.

 

E a felicidade construída pela mentira tenta ocultar-se da esmagadora e inexorável realidade. E fez um mundo em que excludentes são possíveis:
ao adúltero, a retidão; ao mau caráter, o conselho; ao drogado, a saúde atlética; ao bandido, o discurso; ao religioso, o engano; ao ladrão, a retidão.

 

Cidadãos no país de Alice, – “a única forma de chegar ao impossível é acreditar que é possível” – recriam a realidade pelo desejo do sonhador.
Assim, tudo é possível, logo nada tem valor em si mesmo. O amor é apenas uma expressão física e temporária. A família é um arranjo em torno de um hobby, de uma prática onde não há compromissos interiores, apenas prazer e troca de metas.
A mentira o escravizou a liberdade que precisa se convulsionar a cada adrenalina, a cada paixão, a cada show, a cada idolatria, a cada orgia, a cada ilusão… e a morte inexorável o espreita.
E Deus? Mera retórica, em que de fato o senhor é servo. Não esqueçamos: o observador é quem define a realidade, estabelece a verdade.

 

Nesse triste e pesaroso mundo a verdade cristã, que realmente liberta o homem, não tem lugar.

 

A existência passou a nutrir-se do engano.

 

 

A Covid-19 e as profecias



Vivemos um momento de grandes mudanças, que foram e, serão ainda motivados pela COVID-19. Um momento desta magnitude exige buscar suas causas, para assim, entender a realidade em que estamos inseridos.

Enquanto o mundo sai à procura de um culpado, e as teorias de conspiração se multiplicam, pessoas reais morrem por todo o mundo, sem remédio ou vacina, a realidade revela a incapacidade humana – o mundo não entende o que se passa.

Os que conhecem o Senhor devem perceber o que realmente ocorre… estamos “vendo” a ação soberana de Deus, determinado um novo momento da história humana que se apressa para o fim descrito nas Escrituras.

Muitos, alegando fanatismo, hão de afirmar que enfrentamos hoje, é semelhante a experiências de outros momentos da história, e até mais graves. Confesso que quanto a natureza do evento, faz parte da história pandemias com milhões de vítimas. Mas, há dois aspectos que fazem deste momento diferente dos anteriores: o poder de influência da mídia e a tecnologia disponível.

Isso nos permite, entender a conexão do que presenciamos e o que está determinado pelas Escrituras.

A humanidade, mais uma vez, comete um brutal erro, ao não perceber a autoria, tampouco o propósito da COVID-19.

Contudo, não se pode duvidar da ação soberana de Deus na construção da realidade.  
Não apenas por ser Ele a causa primária de todos eventos, mas porque o Senhor deixou escrito que isso realiza para levar mostrar seu poder e justiça diante de sua criação, levando o homem ao arrependimento.

Fez assim, quando da libertação do povo de Israel do Egito Livro de Êxodo; com Davi na ocasião do censo. Além de que Jesus afirmou que estão determinadas pestes sobre a humanidade. O que significa péssimas notícias para humanidade. Pois, pestes virão com maior intensidade. (Mt 24.7)

Mas, é oportuno perceber como as mudanças promovidas pela COVID-19 levam a humanidade ao cenário final descrito pelas Escrituras.  

A COVID-19 levou a humanidade PERCEBER QUE A AMEAÇA É COMUM… Todos estão sob à mesma sentença, sob os mesmos riscos. A morte, invisível, chega a todos.

Sabe-se agora que um único indivíduo pode comprometer toda humanidade. Assim, todos, e cada um, passam a ser objeto de atenção.

A segurança sanitária (a vida humana) depende, logo exige o controle de cada indivíduo. Os governos entendem que os planos de contingência, dentro de um cenário global, exige custos cada vez maiores, sem garantia de resultados. As surpresas e o retrabalho se mostram indesejáveis. Assim, as vidas, os comportamentos, deverão ser contingenciais. Quer dizer, mudança de comportamentos por toda a terra!

Logo, a palavra de ordem é controle, e o Estado é a ênfase. Para garantia de condutas, obrigatoriamente, exige a presença de um estado forte. Foram estas as condutas exitosas diante da pandemia. As nações que mostraram efetivo controle de sua população tiveram menores perdas… de vidas e econômicas.

A necessidade de padrões de procedimentos e condutas globais – semelhante ao papel realizado pela OMS – será adequado às nações. A formação de Blocos, multinacionais, compartilhando recursos (financeiros, tecnológicos, militar etc.) determinará e facilitará a ocupação do novo cenário geopolítico mundial. Pois, a crise trará vencedores e perdedores, onde o conceito de liberdade será reconstruído.

Já dado como certo o empobrecimento das populações, os programas sociais   tornarão inevitável o cadastramento de cada cidadão deste globo. Aqui a tecnologia terá um papel determinante.

As novas demandas sociais exigirão um padrão religioso completamente inclusivo, a ser ocupado pelo ecumenismo que terá o poder de acomodar e fortalecer a fé para construção de um mundo “mais solidário”. Já perceptível nas manifestações mundo afora.

Agrupamento de nações, estados fortes sob um comando central, controle sobre o cidadão exigirá a marca, por fim uma religião para todos, em apoio à política, temos construído os fundamentos do cenário descrito no Livro de Apocalipse.     
Diante de nós estão os sinais que levam a humanidade em direção ao cenário profetizado pelas Escrituras, e são elas que garantem a vinda do Senhor. 

Somos testemunhas dos atos poderosos de Deus e do cumprimento de suas promessas.

Dons de língua e a revelação de Deus

 

As pessoas que atribuem a si mesmas o dom de falar em línguas, acreditam estar no front da batalha, no topo da cadeia da espiritualidade.
Sabemos que o Espírito da promessa veio para nos conduzir à toda verdade. Assim, o conhecimento e submissão às Escrituras são as nossas armas, armas espirituais. Como está escrito:

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo argumentos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; (2Co 10:4-5)

Logo, o dom, também como uma arma espiritual, submete-se e limita-se ao conhecimento de Deus para levar à obediência a Cristo.
Assim, a revelação nos deu tudo que conduz à vida e à piedade pelo conhecimento de Deus (2 Pe 1.3)… ela (A Revelação) determina o que é verdadeiro, e o que não é verdadeiro.

Jesus revelou em si mesmo quem é Deus. Ou ainda, Deus se revelou plenamente em Cristo, conforme está escrito:  Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou (João 1:18).

A plenitude de Deus habita em Cristo. “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. (Cl 2:9).
O escritor aos Hebreus afirma que o Filho, falou da parte do Pai, encerrando sua revelação. “Deus … a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”, (Hb 1:1).
Jesus é plenamente Deus, e que falou da parte de Deus, e falou para ser entendido pelos homens. Utilizou-se de armas espirituais concedidas pelo Espírito.
Como palavras sem significado podem ser dons conferidos por Deus? (sendo que jamais foram práticas do Senhor) Como conduzir à obediência de Cristo aquilo que não se entende? (nenhum Senhor é anunciado por meio de palavras ininteligíveis).
Existiria um “dom espiritual” à parte do Espírito de Deus, onde traria poderes celestes não manifestados por Aquele que é plenitude de Deus?  Que Senhor é menor que seus servos?
Devemos rejeitar dons, ou qualquer poder, que estão além da revelação de Deus.

O corona vírus em direção ao Apocalipse

 

O Livro do Apocalipse encerra o que Deus tinha a revelar aos homens. E nele está escrito em seu capítulo 13:

“E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.

Esta é parte da descrição do cenário final da vida que conhecemos. Além de tragédias cósmicas, Deus antecipou a existência de personagens e fatos que caracterizam o mundo à nossa frente.

O que até então era fantasia, mitologia, até escárnio mostra sua realidade pela crise instalada. Iniciaram-se os passos que levam a humanidade em direção ao que está contido nas páginas deste livro.

Lá encontramos o mundo inteiro sendo conduzido por apenas duas pessoas. Um líder político, e outro religioso. O Ecumenismo, que hoje já se mostra, será como outrora, com a fusão político-religiosa.

A manipulação das pessoas e o ecumenismo religioso, com sua inclusividade, serão berço e caminho para este cenário.

O domínio sobre os indivíduos marcará o caráter do “Estado”, sem fronteiras, global. Pois, está determinado a consolidação de um absoluto controle sobre a humanidade: ricos, pobres, livres, servos… sobre toda e cada pessoa.

E isto já temos, pois, a vida dos cidadãos se encontra em bancos de dados espalhados por todo o mundo, e a sofisticada e real capacidade de localização dos indivíduos onde quer que estejam. A insegurança que a crise produziu, não só legitimará, mas desejará tal controle.

Quão bem-vindo será o sinal profetizado, autorizando e identificando aqueles que podem comprar ou não, vender ou não… viver ou não.

O momento que vivemos revela a humanidade em direção ao que está determinado na Revelação do Senhor, coisas que estavam ocultas, agora ficam às claras.

Evidentemente, o mundo sairá desta calamidade mais dependente da tecnologia, e mais convicto da necessidade de um “Estado” que controle seus cidadãos sob o pretexto de um bem maior… as bases da sociedade dos últimos dias descritas por Deus foram lançadas.

Está escrito: “Escreve as coisas que brevemente devem acontecer.” E Já começaram…  é tempo para arrependimento.

Também está escrito: Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto

Esperança em meio a ameaça do Corona

 

“Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança. Livro das Lamentações de Jeremias (3:21).

Experimentamos um momento novo na vida humana, um inimigo invisível que ameaça a todos. Incluindo ricos, ou pobres, sábios ou estultos, religiosos ou não. Apresenta-se como uma sentença sobre a natureza humana.
Desconsiderá-la, ou torná-la risível, resistindo aos números apresentados, as advertências anunciadas, é completa cegueira, aproxima-se da insanidade.
O que fazer? É a pergunta adequada.
As respostas apresentadas evidenciam nossa incapacidade, pois, nem a tecnologia, tampouco as estratégias conseguem fazer frente ao Corona vírus, trazendo-nos insegurança.
Entretanto o Senhor permitiu a homens experiencias de semelhante aflições, para que por elas pudéssemos aprender, e por fim, encontrar esperança.
É o que temos no livro das Lamentações de Jeremias, o registro de suas aflições. Lemos sua sensação de abandono por Deus (3.8), sem encontrar alternativas (3:9), perdendo a paz (3:17).
Mas, ainda que diante dessas adversidades, buscou ao Senhor em oração (3:19). Assim clamou: “Lembra-te da minha aflição, do meu pranto”. Pois, eram grandes demais, abatiam sua alma (3:20).
E, o profeta em sua meditação, encontrou a arma para reagir àquelas circunstâncias… está no texto posterior ao que iniciamos, no verso (3:22). Jeremias resgata em sua mente a promessa do Senhor, sabe que Deus renova suas misericórdias todos os dias. Podemos ler: “As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, e por isso não somos consumidos”.
Sim, a despeito das circunstâncias, era Deus quem mantinha sua vida. E sua esperança o fez perceber que mesmo sob ameaças e aflições, Deus sua única a garantia, sua única confiança. Jeremias conclui que a única resposta nos momentos de incerteza, nas nossas aflições, vem somente do Senhor.
Para que nossas mentes sejam confortadas pela esperança, é necessário saber que as misericórdias de Deus se renovam a cada dia… é o seu cuidado que nos mantém.
Portanto, amados irmãos, nossa convicção reside na certeza de que o Senhor nosso Deus está nos guardando, ainda que em meio às ameaças. Que o Senhor nos faça crescer em sua dependência.
A Ele honra eternamente… Amém.