Ainda há tempo

O livro do Apocalipse é um livro de esperança, convites, mas também traz alertas. Seus últimos capítulos registram o fim de todas as coisas que vivemos e que conhecemos.

Diz assim: vi novo céu, e uma nova terra, porque já o primeiro céu é a primeira terra passaram e o mar já não existe (21.1).  

Depois seguem palavras de consolo: Deus promete limpar de nossos olhos toda lágrima, pondo fim à morte, ao pranto… às dores, pois todas essas coisas fazem parte desse céu e dessa terra que passaram. 

Assim, somos transportados para o futuro, para o tempo do fim, o encerramento da história humana como a conhecemos.

Contudo, o amor e a misericórdia de Deus permanecem em nossos dias. Ele convida aos sedentos: venham a mim os sedentos, e lhes darei de graça, e de mim mesmo a vida eterna da fonte. Como entender a insistência de sua misericórdia e amor em tempos de grande rejeição? É que seu Filho não morreu em vão.

Seu convite tem sido proclamado por milhares de anos, tem chegado aos mais distantes lugares da terra… em busca de pessoas sedentas, aqueles que no mundo não tem encontrado como saciar sua sede.

Mas, todos são advertidos para são serem contados como covardes, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicadores, feiticeiros, idólatras e mentirosos. Pois esses não tem sede da vida eterna, permanecendo presos à primeira terra, à morte, às dores ao pranto. 

Urge encontrar os sedentos e lhes mostrar a fonte da vida… nosso Salvador Jesus. Pois, aquele que fará os novos céus e a nova terra diz: certamente, cedo venho. 

Maranata!

Voltarei para vós (Jo 14)

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NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vô-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

Este texto se encontra no Evangelho de João, capítulo 14.

A este texto os mais estranhos significados são dados, muitos dão o sentido que desejam, e perdem suas palavras de esperança. Precisamos conhecer as circunstâncias que antecederam as palavras ditas do Senhor para chegarmos ao seu real significado.

Podemos iniciar no capítulo 12, quando Jesus reafirma o amor de Deus para conosco com sua própria voz vinda dos céus.

Logo após, no capítulo 13, surge o traidor, aquele que levaria o Senhor à morte. Sua reação em afirmar ser necessário assim acontecer a todos perturba. E o medo e a insegurança toma o coração de seus discípulos. Duvidam do Senhor, se seria mesmo aquele a quem esperavam. O Messias das Escrituras não poderia morrer… pensavam.

Esses acontecimentos fizeram com que os discípulos questionassem suas próprias vidas, questionassem a seguir o Senhor.

Não se trata de uma história religiosa, sabem que suas vidas foram transformadas pelo Senhor, mas agora, estão inseguros quanto às consequências, quanto ao futuro. São homens adultos e não crianças, pessoas sinceras que estão aflitas. Portanto, é em resposta às aflições dessas pessoas que o Senhor diz tais palavras.

Não se turbe o vosso coração… crede em Deus, crede em mim… eu vou vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

Jesus lhes diz que se ausentaria, mas voltaria para buscá-los…  não os abandonaria, seria apenas uma breve separação, logo voltaria. Informa-lhes ainda, sobre o local eterno e perfeito, e que um dia todos com ele estariam.

São palavras para descanso, para fortalecimento da esperança. São promessas, que como uma bandeira, deveria ser alçada quando em aflições.

São palavras de seu cuidado, que se estendem por toda a vida, chegando à eternidade… chegando até àquele lugar. Estamos seguros.

O Senhor é nossa rocha. Sim, o nosso Deus não nos deixou órfãos, tem nos guardado em todos momentos, inclusive em nossas provações… e Ele virá nos buscar.

Acalmemos os nossos corações.

A vida antes desta vida (1 Jo 1)

 

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(Meditação em 1 Jo 1.1-4)

Antes mesmo que houvesse a criação, essa que conhecemos e dela fazemos parte… já havia vida. Sim, mesmo que não o soubéssemos, já havia vida. Estava com Deus, e foi expressa em sua criação, com santidade, beleza e amor.

Em grandes atos de poder, Deus trouxe a vida à luz, para que pudéssemos nela e por meio dela O conhecer e nEle ter prazer.

Não conhecemos o cenário inicial em que toda criação foi organizada, sua harmonia, os cânticos e beleza. Tampouco, compreendemos como a morte ali se introduziu, roubando da vida sua santidade, roubando da vida sua fonte, que é Deus.

Passamos a viver uma existência que se esvai, separada da sua fonte, existimos, e por tão pouco tempo, apenas à espera da morte.

E fomos surpreendidos, sim, João nos surpreende ao registrar que a vida que no princípio já existia… ele, um mortal, a ouviu, viu, contemplou-a e com … suas mãos a apalpou. (1 Jo 1.1)

É o anúncio da vida… a vida que estava com o PAI, veio a este mundo… Jesus Cristo.

Por duas vezes lemos: vos anunciamos. É para cada um de nós: “a vida eterna que estava com o Pai nos foi manifestada… Jesus nos foi anunciado”. (1 Jo 1.2-3)

Aleluia.

De volta à vida em que a morte não existia. Jesus é o caminho e a própria fonte da vida… a vida que conhece e tem prazer em Deus.

E acrescenta: Estas coisas vos escrevemos para que alegria seja completa… novamente Aleluia. (1 Jo 1.4)

Retornamos à vida com Deus, por meio de Jesus Cristo temos a vida que nós não conhecíamos… e mais, o veremos como Ele é, seremos semelhantes a Ele.

Nossa bendita Esperança.

Ora vem Senhor Jesus.

Que o Senhor nos abençoe.