O Querer e o Realizar: Deus ou eu? (Fp. Cap. 2)


Há questões dentro da fé cristã que merecem sempre uma nova olhada. E há algo encantador: os limites de Deus e os nossos próprios em nossas ações. 

Uma questão prática: O que fazemos é o resultado exclusivo da minha “vontade” ou da vontade de Deus? Ou há uma sobreposição de vontades? Quanto há de “liberdade” em minhas ações? É sobre isto que fala este texto. 

Tomando o cap. 2 do livro de Filipenses, v. 12 está escrito “operai a vossa salvação”, há duas ideias:  
“Operai” garante que é um processo, que devemos realizá-lo, e “vossa salvação” garante que é responsabilidade nossa.

E abrigados por Rm 13:11 – “E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”  concluímos que a salvação, ainda que um ato da parte de Deus, se estende por meio de processos que se realizam ao longo da  nossa vida. 
E é a esse respeito – os processos que se realizam ao longo da vida cristã – que somos contemplados. 

Assim, repito que a salvação que trata o capítulo 2 de Filipenses tem seu escopo exclusivamente no dilema existente entre as duas disposições – as duas naturezas coexistentes em nós. O Apóstolo produziu o texto tendo em sua mente os desdobramentos posteriores à nossa conversão, e não sobre o ato regenerador de Deus. 
E uma grande pergunta sobrevêm: Quem conduz nosso processo de escolha? O meu querer e o meu fazer são obras exclusiva de Deus ou eu livremente as faço? Quais os limites da liberdade humana e do poder soberano e invisível de Deus em meus resultados?
O HOMEM EM SUA RESPONSABILIDADE.
Fp 2:12 De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, [assim também] operai a vossa salvação com temor e tremor;
O verso 12, ao tratar da salvação, traz uma exortação para os irmãos de Filipos, alertando-os a “operar a salvação”, para que agissem como sempre haviam feito na presença do Apóstolo, agora, o fizessem em sua ausência. Isto garante que cada crente atua ativamente no desenvolvimento de sua vida. Suas escolhas, seus conhecimentos, seus valores, sua dedicação o faz um agente moral livre. Portanto, é responsável por cada um dos seus atos.
O PODER SOBERANO E INVISÍVEL DO SENHOR
Fp 2:13 Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a [sua] boa vontade.
Por outro lado, e simultaneamente, exercendo um poder soberano e invisível, Deus opera sobre todas as coisas e, em particular, no crente para que esse realize Sua santa e soberana vontade.
Há mistérios, há impossibilidades, há dimensões ocultas da sabedoria e do poder de Deus que nos obrigam à prudência. Contudo, o texto garante que “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar”.  É Ele quem misteriosamente e soberanamente conduz nossa vontade (querer) para que realizemos (efetuar) o SEU QUERER.
E poderíamos questionar:
Quanto eu atuo em minha santificação? Atuo completamente!
Quanto Deus atua em minha santificação? Atua completamente!
O CONFLITO
Fp 2:14 Fazei todas as [coisas] sem murmurações nem contendas;
O v. 14 revela a tensão existente entre nossa vontade – ainda presente e manifesta pela carne adâmica – e nossa nova vontade provinda da mente de Cristo. Daí a exortação para fazermos sem murmurações ou contendas. Mortificarmos a velha natureza – herança de Adão, e nos renovarmos à semelhança de Cristo.
O PROPÓSITO
Fp 2:15 Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
Já que filhos de Deus, há necessidade de obediência ao Pai. O que na prática é a distinção dos nossos pares decaídos – chamado aqui de “geração corrompida e perversa”. É a visibilidade do poder soberano de Deus sobre “nosso querer e nosso efetuar”, o qual realizamos livre e amorosamente.
E poderíamos questionar:
Quanto eu atuo em minha santificação? Atuo completamente!
Quanto Deus atua em minha santificação? Atua completamente!
O MEIO
Fp 2:16 Retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.
O v. 16 oferece o meio para garantia do progresso da salvação:  “retendo a palavra da vida”. Não parece haver mistérios ou dificuldades quanto ao instrumento necessário para desenvolver nossa salvação, e ainda que tal obediência se converterá em benefício no dia de Cristo.
E poderíamos questionar:
Quanto eu atuo em minha santificação? Atuo completamente!
Quanto Deus atua em minha santificação? Atua completamente!
Sempre temo ilustrações, mas preciso utilizá-las.
Coloquemo-nos em uma praia do nordeste brasileiro, onde chegam dezenas de jangadas. Cada uma delas tem seu próprio formato, seu tamanho e peso, bem como sua grande vela que tremulando face ao vento descreve sua própria trajetória no mar.  
Ao avaliarmos a trajetória de cada uma delas, umas rápidas, outras lentas a quem poderíamos atribuir cada um dos trajetos realizados?
Ao formato de cada uma delas ou a intensidade do vento e altura das marés?
Cada um age simultaneamente de forma que cada uma delas chegará ao seu destino de acordo com os fatores envolvidos.
Não sabemos, é mistério quem atua e como atuam Deus e cada um de nós, mas o Senhor nos adverte que devemos desenvolver nossa própria salvação com temor e tremor… Ele estará efetuando seu querer.

Que o Senhor seja engrandecido. 

O pecado enganando o pecado.

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente ímpio; quem o poderá conhecer? (Jr 17:9)
Sem dúvida, é possível perceber que estamos fazendo profunda alterações na verdade que o Senhor nos deixou. O termo “estamos” expressa minha convicção que nenhum de nós se encontra fora dessas influências, e que de certa forma, muitos de entre nós, se desviam do combate às “novas verdades”.  

Enganamo-nos em não perceber que a consolidação dessa nova era, passa obrigatoriamente pela revisão de conceitos das verdades bíblicas. A perda e desvio das verdades, levam à construção de novas cosmovisões que conduzem o mundo… e a Igreja do Senhor.

Uma das grandes mudanças impostas à verdade revelada relaciona-se ao pecado. A sabedoria secular estabeleceu-se em meio ao arraial do Senhor. As advertências feitas ao povo de Israel (Os 4.1-6) servem para cada um de nós. Substituímos as verdades do Senhor pelas verdades de plantão.

Tomemos o que as Escrituras afirmam sobre o pecado. Em linhas gerais, o pecado é uma disposição interior e inalienável à nossa natureza. Ou seja, o humano que conhecemos – e somos – tem em sua natureza infundido o pecado – por isso, interior, por isso, inalienável. Tal realidade nos faz adversários e excluídos da realidade divina. Assim, nossa natureza-pecado fez-nos opositores e incapazes de Deus – Seu ser, sua verdade, seu poder, sua justiça.

A negligência no ensino dessa cruel realidade impossibilita o homem a compreender e conhecer a si próprio, suas reais possibilidades, sua incapacidade e, por outro lado, alheio a Deus, desconhece sua real necessidade e dependência dELE.

Mas, temos percebido que o desvio tem oferecido o pecado travestido por facetas brandas e exteriores não fornecendo ao homem a gravidade de seu estado.

Precisamos advertir:
O pecado não pode ser confundido com uma condição religiosa resolvida por mantras sacramentais, por aspersão ou imersão ou qualquer outra solução litúrgica. Muito menos pela dedicação ou guarda religiosa dos sábados, votos, cerimônias. Mesmo que empreendam os mais rigorosos ritos, o pecado continuará, lá no profundo do coração humano, mantendo-o longe do Senhor.

O pecado não é a restrição de desenvolvimento social ou científico. O sábio passará sua vida inteira a pensar e considerar seu conhecimento ou sua bondade, mas lá estará o pecado à sua espreita. E nada que faça o conduzirá ao Senhor.

Comete-se um grande erro em conduzir o pecado em uma outra direção, diminuí-lo em sua profundidade e perversidade.

Deus para livrar o homem de seu pecado não propôs rituais, sábados, conhecimento ou tecnologia, Deus ofereceu-nos a esperança de uma nova natureza.

Na morte de Seu Filho puniu o pecado; em Sua ressurreição trouxe outra natureza, e esta, livre do pecado. O fim do pecado se dá pela destruição da natureza humana que herdamos.

A morte do criador e senhor de todas as coisas, em sua dimensão pedagógica, se apresenta como contraste para aprendermos a gravidade do pecado.

A quem falarei e testemunharei, para que ouça? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos, e não podem ouvir; eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa, e não gostam dela. (Jr 6:10)
Grande é o Senhor. 

Presciência, a soberania do acaso



Igreja Batista Regular Renascer. 
Manaus, 08.08.2010.

Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais? Jo 18:4

Este texto ressalta e salta aos nossos olhos: “Sabendo, pois, Jesus tudo o que lhe havia de suceder”. Traz a clareza dos céus, simples assim, Nosso Senhor sabia o que lhe sobreviria, sempre soube.

Como podem a partir daqui ensinar algo que não chegue até o trono soberano do Deus Altíssimo? Como ousam alguns a colocar o próprio coração como guia das verdades eternas?

Mesmo assim, em sentido contrário, vem o desafio feito pelo ensino das milhões de vozes mundo afora, vozes que são ouvidas. Elas forjam  texto dando-lhe um novo sentido, assaltam nossa consciência na busca de roubar Deus de Deus.  Incluem a soberania do acaso em lugar do poder de Deus, são tentativas de sedução e tem logrado êxito, vejam a multidão que aceita tal infâmia, e ainda sorri altiva.

É a oferta das glórias e reinos da terra, fazer do homem senhor, dar-lhe as rédeas do destino de todo o universo, enquanto o Criador é feito refém dessas escolhas, isto é o que propõem.

Não nos deixemos seduzir por tais ensinos, são doutrinas das trevas, a obra mestra da sabedoria humana.

Não nos deixemos enganar por essa falácia evangélica, pois nada mais é que a incredulidade ungida pela psicologia, filosofia e seus agregados naturais. Estão entorpecidos e rugem em nosso derredor para tragar corações altivos. acautelem-se desses lobos, que nem mais aparência de ovelhas possuem.

Que o Senhor seja abundante em meio de nossa congregação, luz às nossas mentes e conforto aos nossos corações seja nossa oração.

Percorreremos as sagradas Letras e mais uma vez não me furtarei de afirmar quem é nosso Deus. Comecemos pelos momentos que antecederam o texto lido, iniciemos na última páscoa. 

“E achou Jesus um jumentinho e montou nele, CONFORME ESTÁ ESCRITO: Não temas, ó filha de Sião; eis que vem teu Rei, montado sobre o filho de uma jumenta”. (Jo 12:14)

É a chegada do Senhor em triunfo para ser aclamado Rei, conforme Zc 9.9. Estava ali um pequeno animal, nunca montado para servir ao Senhor em sua chegada a Jerusalém. Desceria entre hosanas e aleluias das multidões para que se cumprisse as Escrituras, caso não o fizessem as pedras o fariam, a Palavra do Senhor se cumpriria.

Lemos mais, “Em verdade o Filho do homem vai, CONFORME ESTÁ ESCRITO a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traído! bom seria para esse homem se não houvera nascido.” (Mt 26:24).

Deus nos deu palavras para uso em seu sentido natural, comum, e devemos lê-las de acordo com essa graça. Vale ressaltar que nem a soberba punida em Babel revogou-a, pelo contrário multiplicou-a: a comunicação se dá pelo sentido natural das palavras. E isso se multiplica através das Escrituras, onde há poder e soberania: Jesus sabia tudo o que viria acontecer.

Prossigamos um pouco mais, leiamos a sentença do Mestre a Judas: “o que pretendes fazer, faze-o depressa” (Jo 13.27). Assim satanás e Judas em conluio, reproduzido nas ribaltas evangélicas de nossos dias, saiu para realizar livremente a determinação do Senhor.  Como negar soberano poder sobre satanás, sobre Judas, sobre todos os eventos, tudo se ajustaria à sua caminhada rumo ao Calvário.

E em oração ao Pai: “nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se CUMPRISSE A ESCRITURA. (jo 17:12).  Apenas os onze discípulos, ficariam com o Senhor, e outra vez lemos, ”para que se cumpra a Escritura”. Uma textura eterna de poder e honra são desenhadas por este dois textos: O cumprimento da Escritura, o mandamento do Senhor e a vontade escrava de Judas.

Somente a desonestidade intelectual ou incredulidade tentam diminuir a forças dessas evidências. Toda a realidade que percebemos e que não percebemos foram determinadas conforme o conselho do Santo Deus  na eternidade passada.

Prossigamos, Marcos nos relata: “E eles, havendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras”. Um pequeno coral entoa louvores, e caminha ao lado Deus de Israel, na verdade antecipam a morte do Senhor, que em meio a eles caminha sabendo TUDO O QUE LHE HAVIA DE SUCEDER. O Senhor tem contado todos os passos que dará … como ovelha muda perante seus tosquiadores segue rumo à cruz, em Isaías o Senhor determinou.

E mais, antes que chegasse o beijo da traição, antecipa a reação de todos seus discípulos: “Todos vós esta noite vos escandalizareis em Mim; PORQUE TEM SIDO ESCRITO: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas. (Mc 14.26-27).  

Com coração abatido, sabe que ouvirá de todos, “Ainda que seja necessário, morrerei por ti” (Mc 14.31). Há tristeza e pesar no semblante do Cristo de Deus, assim frente à criaturas tão pequenas e frágeis, pensando contribuirem para o Mestre, manifestam sua bravata contrária às Escrituras. Todos deixariam o Mestre só, igual faríamos caso lá estivéssemos. A promessa de fidelidade eterna é declarada ao Senhor, que sabe resistiria apenas alguns minutos,CONFORME ESTAVA ESCRITO.

Pergunto: O Senhor construiu esse cenário, ou apenas se aproveitou da crueldade humana, em apatia celeste? Ao ver a morte do Filho, morto pelo acaso, propôs a redenção? 

Os textos lidos reafirmam a soberania de Deus e garantem que os ensinos contrários vem daquele sob maldição do “rastejarás sobre o pó da terra”. 

Percebamos sobre o poder de mudar todas as coisas: ”Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?” (Mt 26:53.54). Havia no Senhor todo o poder e autoridade para cancelar a sentença da cruz, mas não o fez para que se cumprissem as Escrituras, para que a vontade e a palavra do Pai conduzissem a história. 

Todos os pequenos e grandes detalhes foram soberanamente determinados para que o Santo chegasse à bendita cruz. E para regozijo nosso e confrontação com nossos adversário lemos: “Jesus, o nazareno, varão aprovado foi entregue pelo  desígnio e presciência de Deus.” (At 2.23). 

É hora de por de lado nossos fardos, lançarmos mãos de nossas espadas, é a luta contra as hostes do mal. Leiamos novamente, para o relato da morte de Jesus, Deus utilizou o termos DESÍGNIO E PRESCIÊNCIA. Jesus foi morto de acordo com a presciência de Deus. Isso exige nossa atenção:

Nossos acusadores humanistas – e há aqui seus representantes – afirmam ser a presciência a aceitação da parte de Deus das decisões humanas. E vendo Deus  antecipadamente – daí, dizem eles, a presciência – todas as coisas que adviriam montou seu plano.  É isso mesmo que pensam homens e mulheres cujo coração tem se elevado acima das nuvens. Não afastemos nossas mentes desta afirmação: Isso é ensinado mundo afora, e, pior, aprovado por homens e mulheres que se dizem povo de Deus.

Asseveram eles, que Deus viu que iria ocorrer, e daí AJUSTOU seu plano. Logo presciência é a passividade poderosa de Deus, pois fez um plano baseado nas escolhas humanas. 

Ao aceitar tal tese – violência hermenêutica e corrupção exegética, além de um engodo etimológico – concordamos que nossa salvação foi obra do acaso. Isto posto, destitui de Deus o poder de santificar-nos, de preservar-nos e mais chegaremos ao céu baseados em nós mesmos. O Senhor dos Exércitos, o Santo viu que eu iria crer; mais, viu que iria me santificar; mais, viu que “não me desviaria”, viu que cheguei ao céu. Essa abordagem não é a salvação por obras? Não há Deus Pai na escolha, Deus Filho na redenção e Deus Espírito na santificação. Presenciamos a exumação das doutrinas romanas. A morte ressurgiu em manto evangélico. É o poder das trevas, e sutilmente sem imagens – não nas paredes. Assim, é possível entender o cristo evangélico, pois nada mais é que  retórica e mantra.

Mas quantas vezes lemos que o Filho do homem vai conforme está escrito? para que se cumprisse a Escritura? Há dolo no Altíssimo que se fez poderoso apenas para nos impressionar? Seu poder nada me oferece além de minhas próprias possiblidades? Esse é o deus que tem sido pregado por lábios profanos. Anátema sejam todos que proclamam tal discurso, são porta-vozes das trevas, não lhes tarda o juízo lavrado desde a eternidade.

Não, assim não, esse não é nosso Deus que escreveu com sangue o caminho da paz e liberdade. Que desde a eternidade determinou todas as coisas conforme o conselho de Sua vontade, senão, leiamos o que foi estabelecido para seu Filho: Nascido de uma virgem, na cidade de Davi, anunciado por João, o batista, traído, abandonado, pendurado no madeiro, morto desde a fundação do mundo, em glória ressuscitou, subiu aos céus. O Rei, Justo e Justificador, Juiz, Alfa e Ômega e tanto mais que Ele próprio, em sua humildade não revelou.

Adverte aos seus adversários: “Mas, se não credes nos escritos, como crereis nas minhas palavras?” ( Jo 5:47).

Conforta os nossos corações pois nos chama para Si e ensina: A fé não é de todos, isto nos basta, levantemo-nos. 



A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade.