A tecnologia e o homem dos últimos dias

Na segunda carta a Timóteo, Paulo antecipa como serão os homens dos “últimos dias”. Pessoas acentuadamente egoístas, sem empatia ou sentimentos. Ou seja, a ênfase em si mesmo e o descaso para com os demais.

Esta realidade, obviamente, virá com o esfacelamento ou mesmo a destruição dos valores tradicionais: família, moral, religião, lazer. Contudo, não nos foi deixado o que levaria a humanidade nessa direção. Assim precisamos perguntar: O que de fato poderia alterar as pessoas  no âmbito da mente, a ponto de transformar o mundo?

Uma das respostas envolve a tecnologia. Nada tem produzido mais mudanças ao mundo, ela tem permitido as profundas transformações no mundo que até então conhecíamos.  
A tecnologia, em sua maior visibilidade, as Redes, permitiu e facilitou a comunicação entre as pessoas. A distância foi vencida, criando um mundo de “próximos”. Uma multidão de pessoas entrou para a cidadania desse mundo – uma nova vida. Assim, a tecnologia, esse “estranho organismo”, lançou a humanidade à uma nova realidade – o mundo das Redes.    
Nesse mundo a velocidade e a facilidade fundamentais trouxeram a vida URGENTE, onde a intensa troca de realidade permitiu uma liberdade não experimentada. Paradoxalmente, a mente humana se escravizou a ela, que agora atua também no velho mundo. E a vida urgente que se renova a cada momento, determinou o prazo de validade de todas as coisas, nada é permanente.  
Tal fugacidade chegou aos relacionamentos. Os compromissos, vai e vão, pelo toque de um dedo. Tudo passou a ser frágil, sem compromisso, sem profundidade ou reflexão. A futilidade ganhou importância, ocupando e dando sentido à vida cotidiana.   
Assim, na nova realidade cabem os impossíveis, os contraditórios, a lógica do movimento, o inclusivismo passou a ser uma necessidade existencial. E a nova vida depende apenas de um toque do outro lado da linha.
Veio um novo padrão mental, a excelência do indivíduo, o fez Deus, que cria sua realidade: uma nova humanidade, unida pela e apenas na rede. A tecnologia permitiu uma nova percepção de mundo, e esta prevaleceu: nenhuma verdade pode determinar a vida. Todos constroem seu próprio mundo, sua própria verdade… e a seu tempo. 
Veio a proximidade com distanciamento, com pessoas próximas de seus teclados, mas distantes entre si em seus sentimentos. Não há percepção real do outro, da dor ou do sofrimento, e frases vazias expressam a ausência dos sentimentos.  
A vida de “outrora” perdeu sua importância, mais grave, sua utilidade. É apenas o começo… mas já estamos diante do homem dos ‘últimos dias”.
Recomenda o Senhor… DESTES AFASTA-TE. (2 Tm 3:5)   

Jesus Cristo, o cristão e o natal





Uma reflexão cristã sobre o natal. 

Por se pretender cristão, uma abordagem é necessária.

A característica determinante do cristianismo é a observação das Escrituras, pois nela está o regramento da verdade, estabelecido por Deus. O ético, o justo, mesmo, o imoral e o profano estão nelas determinados. Pois, os aspectos fundamentais da vida foram determinados por Aquele que a criou e, também, a preserva.

Mas, devemos ressaltar que este “efetivo” conhecimento foi construído por Deus. Sim. Deus o estendeu exclusivamente aos cristãos. A crença em Jesus, como Deus, e a submissão a Ele, é plano de Deus e não dos anseios humanos.

Consequentemente, os limites da capacidade do mundo dos ímpios, ou seja, o mundo não cristão, em constrangimento, não apenas rejeita, mas se opõe a verdade. Este sentimento contrário a Deus, despreza as sólidas evidências existentes, mesmo estando essas ao seu alcance.

Vejamos. A quantidade de profecias que anunciavam a vinda de Jesus ao mundo.
Nenhum personagem religioso ou não, foi previsto milênios antes de seu nascimento, e com tamanha precisão.

Sua concepção excepcional, em que família nasceria, a cidade e as condições em que ocorreria. Além de sua vida, a forma como morreria, bem como, sua ressurreição, documentada e presenciada por multidões. Todos estes fatos, foram previstos séculos antes que ocorressem.

E da mesma forma, como foram cumpridos, também se cumprirá sua vinda para reinar sobre toda terra.

Adicione a isso, apesar da sistemática tentativa de extermínio, o povo judeu. Um povo criado e preservado ao longo da história para servir de berço e raça do próprio Deus. Assim, o cristianismo, somando-se aos judeus, testemunham a existência e presença de Deus entre nós. Isso faz do cristianismo único,  sobrenatural.

Em oposição, o mundo não-cristão empreende esforços para negar tais verdades. Seguem suas convicções, negando a existência do Deus das Escrituras. E esta empresa se manifesta por meio da cultura, psicologia, filosofia e das religiões.

O natal é parte deste grande empreendimento de oposição. Nele há acentuada e clara tentativa de ensinar um falso Jesus, onde lhe negam a divindade, garantindo-lhe a certeza de um mito fantasioso.

Numa impossível data, o mundo celebra o nascimento de Deus. O criador do universo é apresentado inerte em uma manjedoura. Congelado, absurdamente, fazem-no uma permanente criança, cujo futuro e passos são determinados pelos homens. Desqualificam sua real existência e seu poder.

Em torno dele, comidas, bebidas, presentes e gorros vermelhos completam o cenário. Assim, rodeado de mitos e folclore, intencionalmente, transformam-no em utopia, pois, esta é a ideia.

Entendo a zombaria na intenção, são todos ímpios, falsos sábios. Que assim o façam!  Mas, é completamente incompreensível que cristãos a isso se alinhem.

Devemos, sim, rejeitar, e nos opor a toda tentativa de paganizar o cristianismo. Seja pelo natal, seja por outro qualquer “movimento”. Nosso real relacionamento com Deus, não se expressa por meio de sentimentalismos estranhos. Não é isso que observa o Senhor. Pois, Ele mesmo diz:

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32).

Minha liberdade no Senhor

Pela tua ciência, pois, perece aquele que é fraco, o teu irmão por quem Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo-lhes a consciência quando fraca, pecais contra Cristo.( 1Co 8:11-12)
Certa vez, depois de ouvir uma jovem não cristã, questionei-a sobre seu conceito ou mesmo o propósito de liberdade que defendera com tanto entusiasmo. E recebi como resposta a máxima da liberdade pagã: minha liberdade termina onde começa a do outro. Intrínseco se apresenta a exaltação pessoal e o descaso com o outro. Por regra, sempre tomo a direção contrária aos apanágios da incredulidade para depois verificá-los através da Escrituras.
Liberdade, o que Deus nos ensina sobre liberdade? Talvez, por sua praticidade, pouco a consideremos, e daí sairmos em direção ao que a jovem defendeu. E passamos a usufruir da liberdade que vem por força ou violência e não pelo Espírito.

Lemos em Rm 6:22 que a liberdade nos tornou servos de justiça. Estamos livres para santificação, para realizarmos a vontade de Deus. E mais, Rm 6:18 diz: e libertos do pecado, fostes feitos servos da justiça. Somos livres para prática da justiça.
Há ainda a advertência sobre o risco da “liberdade” para o pecado que gera morte. Concluindo: “apresentai agora os vossos membros como servos de justiça para santificação”. (Rm 6.19c). Somos livres para prática da justiça, e por ela a santificação.
Logo, a liberdade do e no Senhor é o ambiente onde o santo deve agradá-Lo. É dela que retiramos toda energia para nos apresentarmos aprovados, diferentes do mundo ímpio. Manifestamos nossas vidas baseados no conceito de liberdade que cada um de nós possui, cheiro de morte ou de vida. Bom que exalemos vida para os salvos, e morte para os que se perdem.

Sim, mas e o outro na liberdade do santo? Já que o paganismo compartimentaliza a vida: eu sou eu, e tu és tu. Como o Senhor nos colocou livres rodeados por testemunhas? A liberdade e o irmão? A liberdade e a opinião do outro? A liberdade e a vida do outro?
A palavra afirma que estamos todos em Cristo (Doutrina da Unidade com Cristo), e isto foi feito como o Senhor bem o quis: Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. (1 Co 12:18). E para louvor da sua glória assim o fez:”Mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela”. Portanto, se um sente os demais sentem, se um é exaltado os demais também o são. 
Colocou-nos como servos não apenas do Senhor, mas NA Igreja para servos: “nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros. (Fp 2:3-4).
Como alguns podem afirmar que a opinião do outro não interessa? Em nossa liberdade estão incluídos todos os santos, pelos quais Cristo morreu. Somos um no Senhor todos participamos da mesma liberdade. Minha liberdade é a mesma do irmão, contrário ao mundo que a liberdade cria os excluídos, nossa liberdade inclui todos os santos para louvor da glória Daquele que é senhor de todos.  Como está escrito: “assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente uns dos outros”.(Rm 12:5)

Se minha conduta é causa de tropeço, mesmo que não seja pecado, a opinião do irmão deve ser meu guia de liberdade, e naquilo que poder ensiná-lo da liberdade que há em Cristo, o farei, caso contrário sou livre para obedecer a verdade: “Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão”. (1 Co 8:13).

Ou então estarei nas fileiras da minha própria liberdade, ainda escravo da minha vontade, saindo dos caminhos santos do Senhor. E sei, não foi para isto que Ele me comprou.
Não há liberdade sem verdade, sem obediência ao Senhor … e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Jo 8:32

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

O Senhor de toda a terra

Morar em Manaus tem alguns privilégios, um deles é conhecer missionários transculturais. 

Com seus locais de trabalho localizados no seio da floresta amazônica, tão recônditos alguns deles, que consomem até 30 dias de viagem, percorrendo rios, igarapés, lagos até chegarem lá.
Tive a oportunidade de ouvir um desses. Falava a respeito de suas experiências em meio aos povos indígenas. Contou-nos, que em certa ocasião, na tribo em que estivera, presenciou um índio, já grandinho, urinar – sim, urinar – sobre seu pequeno filho. Aquilo o revoltou profundamente. 
– Uma barbárie, uma selvageria. Desrespeito a uma pessoa que abrira mão do conforto de sua cidade, do convívio com parentes, pais e amigos para unicamente levar-lhes a palavra da salvação. 

A rigor, sua permanência ali apenas os beneficiaria, não necessitava de nenhum daqueles selvagens para viver sua vida. E, em troca, recebia algo tão hostil submetendo-os – ele e sua família – a tão profunda humilhação.
Sem hesitar, foi até o rádio e comunicou o ocorrido à sua base exigindo imediato resgate. Não ficaria em meio àqueles selvagens, que não sabiam minimamente se comportar de maneira adequada. Aquilo não ocorreria nem com um animal em sua terra natal. Transmitida sua revolta e tomada a decisão, ouviu do outro lado que levaria um ou dois dias até que o avião fosse resgatá-lo. 
Em sua espera abriu sua Bíblia e leu: “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2 : 8)
Sua mente foi varrida por um facho de luz: O Senhor de todas as coisas, o Deus eterno esteve cá entre nós. Não considerou o fato de ser o próprio Deus, a honra devida foi-lhe , mesmo sabendo… veio. 

Habitar em meio de nós selvagens, inimigos seus, hostis, incapazes de minimamente desejar ou realizar qualquer ato que O agradasse. Malditos por justiça, idólatras por vocação.
Ausentou-se de sua pátria, da adoração das miríades de anjos, do convívio estreito com o Pai, com o Espírito. Experimentou as limitações humanas, a fome, o frio, a ignorância e o ultraje dos selvagens.
Esteve aqui, não por um deleite pessoal seu, mas para morrer pelos seus amados selvagens, e morte de cruz.
Tanta humilhação para tornar possível nosso relacionamento com Ele, fazer-nos seus amigos. A rigor, sem precisar de qualquer um de nós.
Foi aviltado, entregue por aquele que com ele comia, difamado pelos próprios irmãos, abandonado por todos na hora da aflição. Açoitado em praça pública, sem culpas, sem dolo, sem pecado algum caminhou até a cruz e nela bradou nossa liberdade: Está consumado. Ressurgiu da morte, subiu aos céus. E a cada dia nos guarda, sem esquecer de nenhum de nós… e virá nos buscar.
Bendito seja o Senhor.
Lá no meio da floresta o coração altivo daquele missionário precisou do pequeno índio para entender as grandezas do Senhor de todo o universo .
Corações altivos são portais da soberba. Em nossas supostas sabedoria e importância queremos aparentar o que não somos, grandes demais, maiores que o Senhor. Vivemos por nós mesmos, não para o Senhor que vive em nós.
Sensíveis demasiadamente ofendemo-nos em tudo, somos refratários às críticas, às exortações, assim, fugimos das trilhas santas do arrependimento. 
“Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.” (I João 2 : 6)
Ao ser tomado por sentimentos de soberba, altivez lembro-me daquele missionário e daquele pequeno selvagem que Deus utilizou para edificação dele e minha. Sou grato ao Senhor por ter ouvido aquele homem.
E mesmo sem ter estado lá, sempre agradeço e necessito daquele indiozinho lá dos confins da terra.
Só o Senhor é Deus e incontáveis são os seus feitos. 

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Em meu próprio nome

Sempre que ensino as verdades de Deus, seja onde for, percorre em mim certo frio. Às vezes, acuso-me por não me haver preparado suficientemente. Mas em todas às vezes o que pesa sobre mim é a responsabilidade de despenseiro.

Continuo sem encontrar em mim dignidade e esmero suficientes para tão sublime ofício, a proclamação das verdades do Altíssimo.

À época de Seminário conheci um jovem, bem jovem mesmo, Beto, possuidor de características, para sua pouca idade, surpreendentes. Ia à frente, dirigia cultos, falava diante de todos e orava com muita fluência – com graves desvios doutrinários.
Certa vez, impressionado com aquela desenvoltura, perguntei-lhe, se não ficava tenso ao ler seu nome na escala da direção do culto. Respondeu-me que não. Fazia aquilo com muita naturalidade, e acrescentou ser assim desde pequeno, falava na escola e em outros locais.
Membro de uma igreja batista. Esta, à época, percorria uma trilha ambígua de renovação e fundamentalismo. Este no discurso, aquela nas entranhas. Ele se destacava à frente da Mocidade.
Sua irreverência provinha da falta de temor do Senhor, da pouca compreensão do que representa falar da parte de Deus. Apresentava-se no lugar do Senhor, falava em seu próprio nome. Sentia-se na comodidade de sua escola, ou mesmo na descontraída conversa com seus amigos. Abandonou o seminário no semestre posterior.
Não devo criar relações e suposições além das óbvias. Não associo sua irreverência à conclusão ou não do curso de Teologia. Havia outros mais reverentes que, como ele, abandonaram o curso; e outros semelhantes a ele que chegaram ao fim. Não há problema com pessoas que dominam a arte de falar bem. Louvado seja o Senhor que ao longo da história colocou homens que expressaram com pujança todo o desígnio de Deus engrandecendo o Seu nome.

O que vejo como problema é não saber a respeito dAquele de quem falamos. Isto sim é um grande problema. Desconhecer o Senhor Todo Poderoso, Sua santidade, Justiça, Bondade, Misericórdia e falar a respeito dele é um insuperável problema. E tal conhecimento só é adquirido pela leitura, meditação, oração e comunhão com o Senhor. Não há outra rota.
Aprendi por leitura e observação que o conhecimento leva à intimidade. A ignorância à irreverência. Não há uma única exceção entre os mercadores da fé, os homens de poderosos em feitos, todos padecem de grave ignorância a respeito de quem supostamente falam. Isto os leva a natural irreverência em suas “apresentações”.

Os atletas vociferam palavrões, simulam situações falsas, agridem adversários e logo após em comemoração  levantam os dedos para o céu compartilhando com Deus o feito. A ignorância do Beto.
O Sr. Malafaia com seu psicologismo abundante, percebo o Beto.
O Sr. Santiago com suas intermináveis sessões de cura, lá está o Beto.
O Ap. Renê com suas doutrinas das trevas, nele está o Beto.
Os Valadãos com seus ritmos e letras infamando o nome do Senhor. Lembro-me do Beto.
Assisti uma senhora que se intitulou bispa, Solange Brant, com a sutileza de satanás oferecia a satisfação abundante dos sonhos de cada um.  Esta estava além do Beto.

São amostras desses que falam em seu próprio nome, pensando desfrutar da intimidade do Senhor. Apresentam-se em lugar de Deus – querem ser semelhantes ao Altíssimo. Buscam na aparência religiosa a satisfação de seus deleites carnais.

Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (Jd 1.12:13)

Quanto ao Beto não o vi desde então… seguiu seu próprio caminho.


Só o Senhor é Deus.


A Ele honra, glória de louvor de eternidade a eternidade.

O Ap. Terranova, o novo vigário de Cristo

“Se não podem imitar a Cristo, imitem a mim.”
Renê Terra Nova, pregação para sua igreja. (programa exibido em 07.03.2010).

Esta frase foi pronunciada em um contexto de ensinos da esquisitice de Líder e Discípulos que sustenta outra esquisitice da Igreja em células. Não se tratou de algo acidental, mas sim, da conclusão lógica de uma doutrina.

Algumas considerações devem ser feitas para entendermos o que há por trás desta afirmação. Para tanto, vamos dividir o texto segundo cada idéia presente.

“Se não podem imitar a Cristo”.

Esta frase estabelece uma possibilidade nunca prevista nas santas Escrituras: a incapacidade de crentes imitarem a Cristo. A proposição não representa qualquer aspecto do cristianismo. Há o ensino Insuficiência de Deus. 

Contrário a tal blasfêmia, o Apóstolo Paulo escreveu o texto a respeito da suficiência  humana. Diz que TUDO que somos capazes de fazer procede de Deus.

“Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,” (II Coríntios 3 : 5)
O verso a seguir afirma que Deus é poderoso para nos conceder toda graça, que nos fará suficientes para toda boa obra. Imitar a Cristo, por exemplo é uma excelente obra. Contudo o Sr. Renê chama O Senhor de mentiroso, pois nega esta promessa.
“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;” (II Coríntios 9 : 8)
Ao sugerir a incapacidade de seus seguidores imitarem a Cristo, declarou
A insuficiência do poder de Deus.

Com um Deus sem poder e sem graça, o Apóstolo Renê projeta-se como modelo cristão. Temos sob nova roupagem a infalibilidade papal. Pois ao se oferecer como modelo, já que há incapacidade de imitar a Cristo, o ap. Renê lança mão de seu poder pessoal para capacitar as pessoas a imitá-lo. Assim, se declara…
A suficiência do Ap. Renê.

Quantas pessoas são mantidas sob o manto de trevas deste homem da apostasia?

Quantas perecerão por seguirem tais ensinos?

Há trevas nas palavras do Sr. Renê.


 

Em Efésios, o Ap. Paulo adverte-nos contra a doutrina do líder Apóstata:
Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento (Como o testemunho de Cristo foi mesmo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (I Co 1.5-7) A leitura do texto abaixo deixa claro o desvio doutrinário promovido pelo Sr. Renê: “Em TUDO Enriquecidos NELE… nenhum dom falta. O Senhor nos confirmará até o fim, e seremos irrepreensíveis no Dia de Cristo”.
“para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, [pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.]”
A segunda parte do seu ensino diz:
“Imitem a mim.”
Uma característica sutil e marcante em todo apóstata é a aplicação de textos bíblicos fora de seu contexto ou em paralelo desproporcional. Por exemplo: quando se apropriam ilicitamente das bênçãos de Israel; quando hereticamente afirmam que sofrimento é sinal de pecado; quando mercadejam o nome de Deus em troca de vantagens, quando resgatam da magia negra os dentes de ouro afirmando vir do Senhor e muitas outras artimanhas dos espíritos enganadores.
Neste mesmo ânimo e propósito mental tenta elevar-e acima do trono de Deus oferencendo-se como substituto de Cristo.

Tiago nos alerta quanto a estes ensinos:
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.

O Apóstolo Paulo quando por várias vezes se oferece como modelo para imitação, está em contextos de espectativa de sofrimento, de dificuldades. E nunca sugere que fizessem tal coisa por incapacidade de imitarem a Cristo. 

Ademais, é perda de energia fazer consideração a respeito do testemunho do autor da frase.

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” (Mt 7 : 15)

O Pregador nega a Doutrina da Suficiência de Deus, oferecendo sua própria suficiência… em lugar de Cristo.

Não haverá limites para sua perversão e maldade… e mais virá.


Que o Senhor, em Sua longanimidade, conceda misericórdia à sua alma e a todos que seguem seus nefastos ensinos.

Ao Nosso Deus toda honra, glória e louvor. De eternidade a eternidade.

A mansidão do Fundamentalismo Cristão

FUNDAMENTALISMO


Num cenário onde todos se julgam capazes de opinar. E onde os conceitos seculares passaram a usufruir de prestígio junto às religiões humanas – catolicismo romano, espiritismo, evangelicalismo e demais. O Cristianismo Bíblico precisa apresentar – restabelecer – seus verdadeiros conceitos. Sob pena de ser confundido com as demais.


Esta argumentação, não apresenta abordagem da formação histórica do Fundamentalismo. Sobre o que se opunha, quais os benefícios ou melefícios advindos dele.

O propósito é apresentar o que realmente é FUNDAMENTALISMO CRISTÃO.


O QUE É FUNDAMENTALISMO CRISTÃO?

Não podemos responder sem que antes passemos a conhecer alguns conceitos de acordo com sua etimologia, afastando-nos dos valores seculares.


Fundamentalismo, em síntese, é a defesa, com convicção, dos ensinos Cristãos que foram estabelecidos ao longo da História. Ao longo da História implica em tradição, tradicionalismo. 
Necessário é entender o que TRADICIONALISMO, contrário ao que o nosso raciocínio nos levaa pensar, NÃO É  aquilo que se estabeleceu apenas pela persistente conveniência de alguns, ou ainda pelo hábito religioso de outros à parte da História. Pelo contrário,
TRADICIONALISMO É tudo que se perpetrou ao longo da história da fé cristã por meio da aplicação de ensino claro das Escrituras, portanto, com fundamento na história.

Assim o Tradicional tem Fundamento, que são as Sagradas Escrituras.

FUNDAMENTALISMO, é ACREDITAR, VIVER E DEFENDER as verdades que tenham apresentadas pelas Escrituras.

Outra caracterítica associada ao Fundamentalismo é Radicalismo.


RADICALISMO significa ter raízes – NÃO significa brutalidade ou falta de educação. Adequando-o ao nosso contexto, significa é ser maduro, convicto.

Fundamentalista é aquele que crê que toda verdade – espiritual – está apenas nas Escrituras, e que não é demovido desta convicção. Mas, que para defendê-la, não faz uso da força, ofensas etc. Tampouco acredita que sua argumentação logrará êxito sem a intervenção de Deus.


Em seu radicalismo, entende, sem dificuldades, que todos os demais têm direito às suas convicções, mesmo que as saiba falsas, inóquas.

E A ESCRITURA COM SUAS MÚLTIPLAS INTERPRETAÇÕES?

Mas como podemos saber qual é a verdade se as Escrituras têm várias interpretações?


Este argumento é próprio de quem nunca leu as Sagradas Letras. Quando o ouço, percebo na frase uma auto confissão de  ignorância do assunto. É, rigorosamente, falta de argumento. Desconheço a experiência de abrir a Palavra com os representantes da frase. Sempre se esquivam, adicionando outros assuntos, ou comentários, para depois baterem em retirada. 


PRÁTICA FUNDAMENTALISTA

Havendo uma única verdade, a seletividade dos pares para desenvolverem ações cooperativas é uma exigência. O seu traço particular está na rejeição de ações cooperativas com pessoas ou grupos que estabeleçam seus valores sem submissão à Verdade.

Isto não implica na inimizade, ofensas ou confronto desnecessários, apenas a não cooperação. Ocorre na separação de grupos ou pessoas que defendem posições contrárias as Santas Letras.

Fundamentalismo não se estabelece por meio de lutas ou perseguições, mas simplesmente pela não cooperação em projetos que implicam na negação dos valores fundamentais da fé cristã.


EXIGÊNCIA FUNDAMENTALISTA

Para que tais atitudes sejam empreendidas exige-se maturidade, e com ela responsabilidade. Ambas, maturidade e responsabilidade advêm do conhecimento – convicção – da Verdade. É uma evidência de Fundamentalismo.


FALSIDADE FUNDAMENTALISTA

Os apóstatas procuram tirar de sobre si as suas marcas, e correm para esconderem-se sob qualquer perfil religioso. Assim, é comum observarmos pessoas  – muitas vezes sinceras – saem em defesa de posições pretensamente fundamentalistas:

• Defender – até com ardor – apenas prática litúrgica;
• Pertencer uma “elite espiritual”;
• Pertencer a uma igreja;
• Ardor interior, mas sem convicções;
• Isolar-se – até ser soberba – por nunca achar seus pares.

Há perigos na proposta Fundamentalista quando não tem seu correspondente espiritual. Aquilo que deveria ser uma conduta responsável, acadêmica e espiritual, passa a ser uma defesa partidária em torno de grupos ou de idéias pessoais.

Muitos fazem “seu próprio Fundamentalismo” que nada mais é que uma expressão partidária. Seus defensores, em grande número, são tolerantes, e não poucas vezes, co-participantes do pecado de seus pares.
Há outros que se agridem, defendem-se, acusam-se, separam-se e unem-se movidos por um ideal meramente humano, sem a devida observação da palavra do Senhor.

É a esta prática que chamam falsamente de Fundamentalismo. Aquilo que deveria ser a defesa radical (conhecimento e prática) dos valores fundamentais da fé Cristã perdeu-se em seu radicalismo, separou-se da verdade, ficou vazio, sem conhecimento, sem averiguação, sem fundamentos.


CONCLUSÃO

O Fundamentalismo, segundo o mundo, é retrógrado, brutal e sem conhecimento.  Praticá-lo, implica em fazer parte de grupos a serem evitados. 


Pergunto: Há outra forma de viver dignamente o Cristianismo? Como não defendê-lo com convicção (radical). É uma forma de completarmos os sofrimentos do Senhor.

É um privilégio dado pelo Senhor, nos permitir conhecê-lo, sua verdade e podermos vivê-la em mansidão.

É a pronta resposta para todo aquele que pedir a razão da esperança que há em nós.

Sendo mandamento bíblico, devemos fazê-lo por meio de expressões espirituais: amor, longanimidade, benignidade, mansidão, domínio próprio. 
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” (Judas 1:3)

Que o Senhor seja louvado.
 
A Ele honra, glória, louvor por toda eternidade.