Deus, a COVID-19 e o acaso

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Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; são nossos os lábios; quem é senhor sobre nós? (Sl 12:4)

O salmista registrou o pensamento do homem daqueles dias, que se tornaram dominantes em nossos dias. A certeza de que a vida é determinada pelo próprio homem, onde ele próprio é deus … e nenhum outro é possível.

E, aflições agora experimentadas são mostras que a COVID-19 impôs-se à humanidade, obrigando às reflexões. Para muitos são elas que permitirão encontrar o significado do momento, e consequentemente da própria vida. Assim, outros conceitos, como esperança, solidariedade e mesmo morte se introduzem nessas reflexões.

Os que a atribuem o momento, e por consequência a vida, ao “acaso”, são esses que afirmam, mais uma vez, o homem mostrará sua capacidade, e ao final de tudo, superará as forças do imponderável “acaso”.

Isso se percebe pelas mensagens motivacionais, onde usando a arte, deposita-se na ciência toda esperança. As mensagens são focos de resistência, onde dos lares se oferecem danças, culinárias, músicas, humor e muito mais. Enchem os olhos, ocupam as mentes, fazem natural a miséria humana. Pois, do outro lado, milhares morrem, e muitos corpos são deixados nas ruas, queimados, embrulhados e, sem ter com retirá-los das casas, foram transformados em símbolos da insensibilidade humana. O choro e o desespero das famílias… é preciso ignorá-los, pois, nenhuma esperança há.

É desafiador o convite para escapar da visão de rebanho, e perceber que nessa luta há religiosidade, há “fé”, o homem acreditando no próprio homem, tem sua liturgia na arte, na política, enquanto espera pela ciência.

A presunção dessa vitória reside na soberba e no egoísmo, que calados alimentam e indicam a direção da vida sob o “acaso” … que direção?

Para as pessoas que acreditam no Deus pessoal, e não em uma religião, não há acasos! É possível saber a direção, pois não se pode ocultar o que está diante de todos.

Esperança em meio a ameaça do Corona

 

“Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança. Livro das Lamentações de Jeremias (3:21).

Experimentamos um momento novo na vida humana, um inimigo invisível que ameaça a todos. Incluindo ricos, ou pobres, sábios ou estultos, religiosos ou não. Apresenta-se como uma sentença sobre a natureza humana.
Desconsiderá-la, ou torná-la risível, resistindo aos números apresentados, as advertências anunciadas, é completa cegueira, aproxima-se da insanidade.
O que fazer? É a pergunta adequada.
As respostas apresentadas evidenciam nossa incapacidade, pois, nem a tecnologia, tampouco as estratégias conseguem fazer frente ao Corona vírus, trazendo-nos insegurança.
Entretanto o Senhor permitiu a homens experiencias de semelhante aflições, para que por elas pudéssemos aprender, e por fim, encontrar esperança.
É o que temos no livro das Lamentações de Jeremias, o registro de suas aflições. Lemos sua sensação de abandono por Deus (3.8), sem encontrar alternativas (3:9), perdendo a paz (3:17).
Mas, ainda que diante dessas adversidades, buscou ao Senhor em oração (3:19). Assim clamou: “Lembra-te da minha aflição, do meu pranto”. Pois, eram grandes demais, abatiam sua alma (3:20).
E, o profeta em sua meditação, encontrou a arma para reagir àquelas circunstâncias… está no texto posterior ao que iniciamos, no verso (3:22). Jeremias resgata em sua mente a promessa do Senhor, sabe que Deus renova suas misericórdias todos os dias. Podemos ler: “As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, e por isso não somos consumidos”.
Sim, a despeito das circunstâncias, era Deus quem mantinha sua vida. E sua esperança o fez perceber que mesmo sob ameaças e aflições, Deus sua única a garantia, sua única confiança. Jeremias conclui que a única resposta nos momentos de incerteza, nas nossas aflições, vem somente do Senhor.
Para que nossas mentes sejam confortadas pela esperança, é necessário saber que as misericórdias de Deus se renovam a cada dia… é o seu cuidado que nos mantém.
Portanto, amados irmãos, nossa convicção reside na certeza de que o Senhor nosso Deus está nos guardando, ainda que em meio às ameaças. Que o Senhor nos faça crescer em sua dependência.
A Ele honra eternamente… Amém.

A quem procurais?


Há expectativa nos céus, todas as criaturas, em espanto acompanham o Senhor do Universo, que agora na carne mortal, segue em sua eternidade, em seus passos, caminha sobre a terra, permanecendo em tudo, sem se confundir com o tudo. Caminha, antecipa-se ao anseio das trevas, vai em direção aqueles homens e pergunta: “A quem procurais?”
Em Judas há estupor, ambição e medo, com passos contados desde a eternidade, alcança a face jamais pensada de Iavé; face a face, foi possível perceber a respiração do autor da vida, criador do ar, que dele não necessita. Imanência e transcendência em absurdo de lógica e sabedoria, o beijo eterno.


Além das algemas do corpo, agora os grilhões dos homens, prenderam o Príncipe do Exército do Senhor, de longe e eternamente Judas contempla seu o horror eterno.
Próximo estava da humilhação proposta, longe da glória eterna com o Pai, mesmo permanecendo eternamente glorioso nos céus. A celebração em espinhos, em zombarias, a cruz, os cravos, a dor lacerante, romperam-se os limites do corpo que Ele criou. O grito, o mistério do abandono… “Consumado está”. As trevas não se contiveram e vieram assistir o espetáculo de vergonha e dor. O autor da vida, o imortal e eterno, ofertou-se à morte; por fim a escuridão, o túmulo, a morte, o espanto de todas as criaturas celestes, e o prazer do Pai, que sempiterno, entende a clausura do tempo.


Há expectativa nos céus, todas as criaturas, procuram o Senhor do Universo. Nada poderia detê-Lo; todas as luzes do universo não se contiveram, vieram emoldurar o espetáculo de graça, misericórdia e amor. “A quem procurais?” Ele ressuscitou.
A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade

Há um plano?

Mas não sabem os pensamentos do SENHOR, nem lhe entendem o plano que as ajuntou como feixes na eira. (Miquéias 4:12)


Sempre comentamos que há um plano e que Deus o conduz. Como podemos afirmar que há um plano? Que Deus está no controle de todas as coisas? É o que clamamos ao Senhor para nos ensinar nesta manhã.

Domingo passado nos voltamos para considerar a responsabilidade que pesa sobre cada um na escolha feita por Cristo. Fomos escolhidos para produzir frutos. É sempre oportuno reafirmarmos que fruto é o que manifestamos, e nunca o que recebemos. Equivocados estamos quando pensamos que nossa saúde, bens, conquistas pessoais são frutos. Nisto vemos a bondade de Deus e não nossos frutos. Nosso frutos são nossa vida, a maneira como nos relacionamos com o Santo, conosco próprio, com os outros, em nossas casas, no trabalho, negócios, na escola, faculdade. Isto define o fruto produzido. Assim, podemos aferir nosso fruto, pela imagem de Cristo que refletimos ao mundo. Nada valerá, nada mesmo, bradar aos quatro cantos ser cristão e manifestar virtudes mesquinhas, a linguagem mundana, a moral secular, o compartilhamento das obras das trevas, a fraqueza de caráter. Isto é próprio de católicos, espíritas, pentecostais, neopentecostais e demais seitas.

Hoje precisamos buscar argumentos, os textos que nos levem ao convencimento que a história humana é, em todos seus aspectos, o desenrolar de um grande plano, orquestrado e executado pelo Todo-Poderoso. Sei, não percorreremos exaustivamente os corredores dos palácios da sabedoria, mas espero que luzes que entram pelos vitrais sejam emanadas pelo Santo Espírito, de forma a sairmos daqui repletos da segurança celestial que há apenas em Cristo. O convencimento pelo convencimento, sem arrependimento não exalta o Senhor de toda a terra.
Caso tenhamos inscritos em nossos corações que ser santo é viver em novidade de vida, longe daquilo que éramos, podemos prosseguir, caso contrário, o arrependimento é a porta para descoberta da importância do plano de Deus, ou toda a audição será vã.


Voltemos ao início, voltemos à criação, Gênesis, nele percebemos que há uma ordem lógica na criação. O Senhor dispõe os reinos como se fossem camadas, cada uma subsistindo da anterior. Até ao ápice da criação do homem e mulher. Não podemos, sem venalidade, ignorar a inteligência na execução da criação, um plano para estabelecer a harmonia necessária para o início da vida.
Saímos da criação e logo nos deparamos com o registro surpreendente e inexplicável do pecado. De pronto, é tratado pelo Senhor com o derramamento do sangue inocente e pela promessa da vinda da Semente da mulher. Perceptível que o tratamento dado flui da perspectiva de que o acontecido era um fato possível. Mas uma vez nos deparamos com o fato irrefutável da existência de um plano. E, desta feita, envolve um aspecto mais profundo e particular das criaturas, e que afeta toda a esfera natural. Todos os eventos universais estarão em torno da vinda do Redentor:”que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:10). 
A seguir podemos percorrer as folhas do registro dos povos onde se dá o desdobramento da maldita opção feita pelo nosso pai Adão e em paralelo a bendita esperança do Redentor.

Passado de geração a geração nas noites escuras e frias das cercanias do Éden, chegou a ser contemplado por Jó, foi antecipado por Abrão na oferta de seu filho, cantado nos salmos do rei Davi, Moisés andou errante na certeza de encontrá-lo. E nos permitimos trazer o texto de Hebreus: “Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas”. Novamente estamos diante do derramento de sangue inocente para livrar o povo de Deus. Na esperança de fugir da escravidão lançaram-se sob o sangue do Cordeiro Pascal, o Redentor prometido.

E nos permitimos novamente em trazer o texto de Hebreus: “Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa”. Homens se santificaram diante da promessa da vinda do nosso Redentor.

Estes aspectos são suficientes para provar que estamos sob um grande plano, um plano imenso da redenção de nossas vidas? Isto comprova a existência de um plano que arregimenta todas as criaturas e os eventos, assim constrói a história humana? Tal resposta nos interessa sobremaneira. Sim, há um plano, ninguém pode fugir desta evidência, sem pagar um preço altíssimo. A vida do acaso não faz parte do mundo regido pelo Soberano, mas sim, a resposta rebelde, produto de mentes ímpias, uma maneira louca e inútil de esquivar-se da justiça de Deus. Não há fugas.

Ao aportarmos no livro João lemos a exultação de João, o batista, ao encontrar o Cristo de Deus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). Esta monumental parábola da vida está posta diante de nossos olhos. O Cordeiro Pascal, Jesus Cristo, viria para o mundo além das fronteiras judaicas, para derramar seu sangue para salvar pecadores. Um impensável plano redentor. Chegaria até aqui, em nossa floresta, chegaria às metrópoles, aos desertos, às montanhas, às geleiras e chegaria aos confins da terra.

Sim, há um plano, nele o Senhor Deus derrama o sangue inocente de seu próprio Filho em favor de rebeldes, de seus inimigos, duros inimigos. Daqueles que não aceitam plano algum, pois, julgam-se senhores de si mesmos. Mas nosso Deus os chama para estarem com Ele, para cantarem louvores eternos nos céus, para contemplarem sua maravilhosa face.
Sim, há um plano bendito para todo aquele que, de coração disposto, render-se braços ternos e poderosos do Senhor.

Ou para desgraça eterna, alguém pensar que o acaso é senhor de seus passos.

Conforme nossa oração, que a segurança celeste tome de assalto nossos corações e mentes e que saibamos que há um plano com nosso Deus absoluto e santo em seu controle. E o desfecho final será no céu com a multidão dos santos entoando louvores ao Altíssimo.
A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

Sem o véu.

Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. (2 Co 4:5)
O contexto mostra que há um véu por sobre o coração do pecador. E diz: quando Moisés é lido e é convertido o pecador, lhe é retirado o véu. Assim, o Senhor lhe permite contemplar Sua glória, Sua bendita glória. E por meio dessas contemplações, progressivamente, somos transformados na imagem de nosso Deus, Cristo Jesus.
Esta é a mensagem vinda dos céus para o pecador, qualquer pecador. Aos anjos não lhes foi confiado este cântico de salvação, não lhes foram dirigidas tão profundas palavras de redenção, apenas ao homem. Somos gratos ao nosso Deus que nos permite conhecê-Lo, contudo não deixou penetrar nos mistérios não revelados de Sua santa vontade.

E sei, aqui há pecadores, os que se achegam com disposição sincera; outros com os mais torpes sentimentos no coração; os sábios, sempre cansados da Palavra, e mesmo os que foram trazidos pelo espírito de zombaria. Mas, todos são convidados do Senhor, é para esses que o Senhor manifesta sua graça e misericórdia. Como os judeus ouviam o livro de Moisés, os pecadores precisam ouvir de Cristo. O motivo é simples: Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR. O Altíssimo, criador de todas as coisas. O santo Deus, o único soberano sobre toda a terra; o primeiro e último. Aquele que esteve morto, mas venceu a morte e vivo está. A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade. É Dele que todos necessitam ouvir.
Lemos que na conversão do pecador lhe é permitido contemplar a glória de Deus, e mais, ser transformado. Assim, a transformação da vida do pecador é o sinal da candeia do Senhor, que ilumina mais e mais até ser dia perfeito.

Mas para vergonha nossa, poucos têm andado com o Senhor, têm refletido Sua glória, refletido Sua luz. Moisés esteve face a face com o Senhor, passou a refletir Sua glória. Cobria-se com véu para que não percebessem, pois sabia que ela desvaneceria, não era permanente. Muitos se cobrem com o véu para que não percebam que glória alguma refletem. Pois, nos tais, o véu permanece sobre os seus corações. O véu cega o entendimento, não permitindo o conhecimento da glória de Deus. Há muitos cegos em nosso meio, manifestando sua própria glória, mercadejando um deus sem poder e sem glória. Tentam tirar o véu com as próprias mãos.

Não os imite, nem tente livrar-se do véu que obscurece a mente sem contar com a graciosa ajuda do Senhor. Nestes homens, há fracasso e desespero, fazem seu próprio caminho, sob o véu da incredulidade. A escuridão do entendimento engana os sentidos, enlouquece a razão. Espalhados por milhões de púlpitos ornam ofertas de trevas com o nome do Senhor, oferecem caminhos com o véu, nunca lhes resplandeceu o evangelho da glória do nosso Deus. Nesta escuridão o Senhor é rejeitado, substituído. A sua palavra é soprada pelo regente deste século. Não os ouça.

Quanto ao evangelho que mostra a graciosidade de Deus, sei que a mente mais ousada revida aos argumentos do céu, pois tem suas respostas prontas. A mesma que outrora usamos. Nela não há qualquer refrigério para o coração cansado. Sobre os umbrais da aflição afirmam com toda insegurança que conhecem Deus, e para fugir da convicção fragilizada, apresentam as vantagens e benefícios deste conhecimento e relacionamento. Não esqueça, o Senhor afirma que conhecê-Lo, como que pelo brilho do alto, refletiremos Sua glória. Esta é a recomendação amorosa do Evangelho.

Eu olho para o homem que luta em sua consciência afirmando conhecer aquele que ele não conhece, e busco ver a glória do Senhor em sua vida. Nada encontro, nem vida há. O que de Cristo é manifestado? Onde está o conhecimento das verdades eternas? A obediência ao Pai? Não, não há neste homem o conhecimento do Altíssimo. Não há o esplendor da esperança como aura celeste em seus passos. Mas sei do poder que há na mente rebelde do pecador. Há um deus a ser apresentado a qualquer preço. É a resposta ímpia a ofensa causada pela mensagem do Senhor. Um deus qualquer, firmado apenas na ilusão do coração pecador, que precisa ser apresentado. Garanto ao amigo, que são apenas palavras recomendadas pelas trevas, instruções do deus deste século. É a tentativa de manter-te na embriaguês religiosa. Nos prazeres transitórios do pecado.

Se o pecado envolve e conduz as horas vividas; a mentira é o caminho das conquistas, se ocultas vergonhas e nelas há infâmia contra a esposa, pais, filhos, amigos; não importa quão honrado pareças ser, quão trabalhador e respeitável sejas, teu deus não tem glória para refletir e tua vida reflete esta glória.

Que deus é esse, que arrogas conhecer? O deus que foi criado para uso? Que se ajusta aos teus pecados? Comprado em esmolas fingidas? No ajoelhar irreverente de mãos cruzadas e olhos fechados? Que com lágrimas dilui a sujeira consumada? Qualquer um que cala e fala ao gosto teu? O deus escravo e companheiro de teus pecados? Este é o teu deus, não é o Deus do qual falo.
Cala teu coração, esconde tua sabedoria e ouve a boa nova de salvação. O Deus que conhecemos e anunciamos é o Deus da esperança, do sangue derramado para salvar o pecador. O Deus glorioso e santo que transforma vidas trazendo dignidade ao miserável. Salmodiemos com milhões de aleluias ao Senhor de toda glória.

É ele quem faz abrir a penha e dela correm águas, que arrebata o coração desesperado lançando no mais profundo todas as culpas, todo o peso. Que descortina a imensidão do universo levando-nos a contemplar todas as suas estrelas. Que imprime em nossas mentes e em nossos corações a esperança inimaginável. Sua bendita glória como o sol da manhã ilumina as alas escuras e infelizes de nossas almas, dissipando a negritude da ignorância e da inimizade. Que coloca em nossos lábios os mais belos cânticos de louvor. Como entoaremos louvores na eternidade!

Não se deixe enganar pelo teu coração, não há nenhum outro Deus que não o meu Deus, que esteve aqui e morreu em uma cruz e com sangue comprou o pecador. Rompa as cadeias da culpa e do pecado, senão só sobrará a recusa inesquecível de contemplar a glória do Senhor. Os clamores do pecado encobrem o som da suave voz do Redentor.
Não! Se você não conhece este Deus, dispa-se de todas as convicções, de suas certezas infantis, Ele retirará o véu de teus olhos e contemplarás Sua glória, Sua Bendita glória.

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

A horrenda proposta da apostasia

“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hebreus 10 : 31)

O Cristianismo Bíblico, sempre existiu por haver um relacionamento real com Deus. O Deus pessoal, Triuno, eterno, criador de todas as coisas comunicou-Se com suas criaturas, revelando-Se, isto é a base de toda fé cristã. A Palavra do Senhor, e somente ela,  regulamenta este relacionamento

Esta realidade, por ser demasiadamente divina, foi abandonada. Submeteu-se aos retoques e ajustes das mãos aflitas e mentes ambiciosas do homem moderno. Para tanto, proclamaram a inexistência do Senhor, assumindo o controle sobre a vida e a morte; e o Cristiansimo deixou as Escrituras, adaptou-se às regras do mercado, passou a ser mais uma religião.
Lançaram fora suas entranhas, recriaram seus princípios, sua etimologia e natureza. Iniciando uma trilha descendente e sem retorno. Pobres apóstatas, pobre humanidade.
Adaptada ao homem secular, que sem questionar seu real significado e propósito, se apropriou dela chamando-a de Cristianismo. Com um cenário favorável, essa transgressão conceitual e prática passou a ser a verdade. O absurdo que vemos aí, é para o mundo o Cristianismo. E presenciamos o impensável, católicos, evangélicos, espíritas, testemunhas de jeová, adventistas do sétimo dia, neo-pentecostais, unicistas, mórmons e muitos outros são cristãos.
O Cristianismo perdeu sua razão e identidade, e o que vemos hoje é um movimento humanista  refém dos princípios e postulados da Psicologia, Marketing, Sociologia e outras disciplinas sociais.
Sem os valores espirituais e regras, as opiniões se confundem, a verdade é uma questão de convicção pessoal. O “eu creio” é o suporte para toda a verdade. Os sentimentos e anseios compõem a fonte para todo enunciado cristão.
Seu misticismo passou a ser um passe de mágica, um clamor ao desconhecido. Tudo é envolto em sombras, o absurdo é sempre autorizado. Em religião tudo é possível, dizem. Assim, esse cristianismo, em sua nova cosmovisão, estabelece que Deus é apenas a introspecção  circunstancial do indivíduo. Deus é o imaginário de cada indivíduo, o panteísmo dá o ar de sua graça na apostasia cristã. O conjunto de forças do apóstata é deus – um deus ninguém, e sua auto-determinação chamou-a de fé. 
Sedimentadas tais verdades, com Deus subjugado, a adoração é dirigida para o deus interior de cada celebrante. O cristianismo apóstata, mais uma vez atende ao mercado, e é também entretenimento, lazer. Circunscrita aos ideais humanos, a verdade, que outrora engrandecia ao Senhor, ficou reduzida a mantras do absurdo para prazer e conquistas das criaturas.
Sem Deus, sem Cristo, não há cruz, não há sangue e o homem livre aprofundou sua escravidão da morte.  Os resultados estão por toda parte: o pragmatismo roubou a esperança e a vida perdeu seu valor. Resta apenas a morte por escolha.   Esta é a proposta.
Pobres apóstatas, pobre humanidade.

“Minha é a vingança e a recompensa, ao tempo que resvalar o seu pé; porque o dia da sua ruína está próximo, e as coisas que lhes hão de suceder, se apressam a chegar.” (Deuteronômio 32 : 35)

Bendito seja nosso Deus.

A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

A apostasia subiu além das nuvens

Em minha época de estudante de Teologia havia algo muito característico entre alguns de nós: as “novidades” teológicas. Na realidade, não eram novidades para os mais experimentados, mas para nós, alunos iniciantes, sim eram novidades.

Estávamos sempre prontos para discutir e defender posições. Participar daquele processo fez desenvolver a capacidade de aceitar a confrontação e formar a mente teológica de muitos.

Era comum naqueles torneios encontrar defensores – muitos eram crentes mesmo – de posições sem se submeterem ao crivo criterioso da Hermenêutica. Raramente o coração estudantil permitia-se ao Espírito de Deus conduzi-lo à verdade. Em regra geral os desvios doutrinários provinham da aplicação de métodos inconsistentes utilizados na abordagem dos textos sagrados.
Refutávamos o humanismo arminiano, a aniquilação pós morte, a descida de Cristo ao inferno e outras modas com a leitura compartilhada de textos. Comparando coisas espirituais com coisas espirituais. O problema nunca esteve no texto, na verdade do Senhor, mas sim, no coração do jovem herege e nas nossas deficiências pessoais em exaltar o Altíssimo na grandeza devida.
Tudo fazíamos em nome da preservação da sã doutrina e dos conselhos eternos do nosso Deus. Vivia-se intensamente as delícias das Escrituras na companhia dos santos: Owen, Puritanos, Ryle, Pentecost, Hoekema, Spurgeon, Pink. L. Jones, Berkof, Tozer e tantos outros.

Hoje, passados alguns anos, minha deficiência em exaltar o Altíssimo na dimensão devida permanece. Como também a questão do método continua, e fornece toda a lenha para movimentação e crescimento da apostasia.



Ferve na veia apóstata o fulgor das conquistas, o encanto desmedido, as paixões malditas. Não há inocência da parte deles, satanicamente desenvolvem suas doutrinas em oposição ao nosso Deus.


Deste coração em trevas apto a exaltação pessoal, movido pela arrogância e ambição, fluem as intenções de aproximação do Senhor, e como satanás, tramam ser semelhantes ao Altíssimo.


A licitude vem da autonomia dos pensamentos, das obscuras intenções à revelia do Santo.

“Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:14)



Subiram, e subirão ainda mais, além das nuvens do mundanismo, do secularismo, do pecado…


O Senhor conhece todas as coisas e sua justiça inundará toda a terra.

“Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!” (Isaías 14:12)



A Ele honra, glória e louvor de eternidade a eternidade.

Mudando a verdade de Deus

A conduta dos senhores da apostasia

Em leituras realizadas deparei-me com duas situações que expressam bem o momento que vivemos.

A primeira postada em http://monergismo.com/?p=1778#respond, de autoria do Pr. Isaltino Gomes descreve uma interessante experiência de estar diante de uma heresia e poder questioná-la.

A outra, esclarece sobre as heresias que grassam no livro A Cabana, postada no blog http://blogdopcamaral.blogspot.com/2009/09/as-confusoes-da-cabana.html, de autoria de Dr. Paulo Romeiro.


Os contextos em que os fatos ocorreram foram esses:

O Pr. Isaltino, convidado como pregador, esteve em meio a um grupo não tradicional(?). Ao ouvir a respeito da “amarração de satanás” e a declaração que a cidade, onde se encontra a igreja, “pertenceria a Jesus”, questionou se aquilo REALMENTE aconteceria. Mas ele, percepção minha, em resposta, recebeu olhares profundos vestindo-o com o sambenito inquisitório – bata com uma cruz amarela à frente, escrito HEREGE (INCRÉDULO).

A maravilha dos resultados: fim dos roubos, drogas, crimes, vandalismos etc. é tão surreal que não comporta na mente do mais exaltado e positivista apóstata. Mas, confirmam a heresia do poder da palavra.


O segundo fato ocorreu com o amado irmão PC Amaral. Ao visitar um blog, registrou sua posição contrária a indicação do livro feita pelo autor do blog. E disponibilizou o endereço acima, onde há uma refutação muito sólida e sóbria do livro A Cabana. Várias pessoas estiveram lendo – presumo eu – e registraram suas indignações por meio de comentários, muitos deles até grosseiros.

O que há em comum entre os fatos:
Os defensores dos erros não recorrem a uma única linha das Escrituras para defender suas posições;
assediam os detentores da verdade, declarando-os como infiéis, incrédulos.

Essa insanidade religiosa pretende, e tem logrado êxito, da mentira produzir “outra verdade”. Esta celebração caracteriza a vida religiosa dos senhores da apostasia. Destes, foge!


“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Romanos 1 : 25)

Bendito seja nosso Deus.

A Ele honra, poder e glória de eternidade a eternidade.

O Ap. Terranova, o novo vigário de Cristo

“Se não podem imitar a Cristo, imitem a mim.”
Renê Terra Nova, pregação para sua igreja. (programa exibido em 07.03.2010).

Esta frase foi pronunciada em um contexto de ensinos da esquisitice de Líder e Discípulos que sustenta outra esquisitice da Igreja em células. Não se tratou de algo acidental, mas sim, da conclusão lógica de uma doutrina.

Algumas considerações devem ser feitas para entendermos o que há por trás desta afirmação. Para tanto, vamos dividir o texto segundo cada idéia presente.

“Se não podem imitar a Cristo”.

Esta frase estabelece uma possibilidade nunca prevista nas santas Escrituras: a incapacidade de crentes imitarem a Cristo. A proposição não representa qualquer aspecto do cristianismo. Há o ensino Insuficiência de Deus. 

Contrário a tal blasfêmia, o Apóstolo Paulo escreveu o texto a respeito da suficiência  humana. Diz que TUDO que somos capazes de fazer procede de Deus.

“Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,” (II Coríntios 3 : 5)
O verso a seguir afirma que Deus é poderoso para nos conceder toda graça, que nos fará suficientes para toda boa obra. Imitar a Cristo, por exemplo é uma excelente obra. Contudo o Sr. Renê chama O Senhor de mentiroso, pois nega esta promessa.
“E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;” (II Coríntios 9 : 8)
Ao sugerir a incapacidade de seus seguidores imitarem a Cristo, declarou
A insuficiência do poder de Deus.

Com um Deus sem poder e sem graça, o Apóstolo Renê projeta-se como modelo cristão. Temos sob nova roupagem a infalibilidade papal. Pois ao se oferecer como modelo, já que há incapacidade de imitar a Cristo, o ap. Renê lança mão de seu poder pessoal para capacitar as pessoas a imitá-lo. Assim, se declara…
A suficiência do Ap. Renê.

Quantas pessoas são mantidas sob o manto de trevas deste homem da apostasia?

Quantas perecerão por seguirem tais ensinos?

Há trevas nas palavras do Sr. Renê.


 

Em Efésios, o Ap. Paulo adverte-nos contra a doutrina do líder Apóstata:
Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento (Como o testemunho de Cristo foi mesmo confirmado entre vós). De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (I Co 1.5-7) A leitura do texto abaixo deixa claro o desvio doutrinário promovido pelo Sr. Renê: “Em TUDO Enriquecidos NELE… nenhum dom falta. O Senhor nos confirmará até o fim, e seremos irrepreensíveis no Dia de Cristo”.
“para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, [pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.]”
A segunda parte do seu ensino diz:
“Imitem a mim.”
Uma característica sutil e marcante em todo apóstata é a aplicação de textos bíblicos fora de seu contexto ou em paralelo desproporcional. Por exemplo: quando se apropriam ilicitamente das bênçãos de Israel; quando hereticamente afirmam que sofrimento é sinal de pecado; quando mercadejam o nome de Deus em troca de vantagens, quando resgatam da magia negra os dentes de ouro afirmando vir do Senhor e muitas outras artimanhas dos espíritos enganadores.
Neste mesmo ânimo e propósito mental tenta elevar-e acima do trono de Deus oferencendo-se como substituto de Cristo.

Tiago nos alerta quanto a estes ensinos:
Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.

O Apóstolo Paulo quando por várias vezes se oferece como modelo para imitação, está em contextos de espectativa de sofrimento, de dificuldades. E nunca sugere que fizessem tal coisa por incapacidade de imitarem a Cristo. 

Ademais, é perda de energia fazer consideração a respeito do testemunho do autor da frase.

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” (Mt 7 : 15)

O Pregador nega a Doutrina da Suficiência de Deus, oferecendo sua própria suficiência… em lugar de Cristo.

Não haverá limites para sua perversão e maldade… e mais virá.


Que o Senhor, em Sua longanimidade, conceda misericórdia à sua alma e a todos que seguem seus nefastos ensinos.

Ao Nosso Deus toda honra, glória e louvor. De eternidade a eternidade.

A morte da vida na morte de Deus

O Cristianismo Bíblico, sempre existiu por haver um relacionamento real com Deus. O Deus pessoal, eterno, criador de todas as coisas comunicou-se com suas criaturas, revelando-Se.


Toda esta realidade foi perdida, abandonada, caiu em mãos aflitas, em mentes perturbadas do homem moderno. Proclamaram a inexistência do Senhor – sua morte -, assumiram o controle sobe a vida e a morte, e o Cristiansimo saiu das Escrituras e passou a ser meramente uma religião.


Há algo novo em seu lugar. Arrancaram suas entranhas, remontaram seus princípios, sua etimologia, suas particularidades e natureza. Iniciando uma trilha descendente e sem retorno. Pobre humanidade.


Mesmo que o homem comum de nossos dias não questione seu real significado e propósito, ele apropriou  desse fenômeno meramente social e psicológico, chamou-o de religião. Contando com um cenário imediatista, sem capacidade crítica – disposição mental -, essa transgressão conceitual e prática passou a ser a verdade. O Cristianismo perdeu sua razão, e vive hoje embalado pelos braços dos valores e regras da Psicologia e outras ciências Sociais.


É regra, pessoas de diversas idades, posição e nível cultural opinarem a respeito de religião sem compreensão adequada. Confusas, sem fundamento teórico, tratam da questão como se um resultado de futebol ou mesmo como uma questão de gosto pessoal. Transformou-se em uma prenda, sem regras, sem limites. Os valores meramente humanos, como o anseio, a ignorância e filosofias, compõe a matriz dessa religiosidade. Custumizou-se uma para cada  indivíduo.  Seu misticismo passou a ser um passe de mágica, um clamor vazio ao desconhecido. Tudo ficou envolto em sombras, o desconhecido autoriza o absurdo.

Em religião tudo é possível, dizem.


O desconhecido é na verdade o inexistente, o Sr. Impessoal. Assim, religião, em sua  nova cosmovisão, é apenas uma relação circunstancial do indivíduo com suas projeções mentais – seu imaginário. Internalizou-se a deus. O conjunto de forças do indivíduo é deus – o deus ninguém. Sua auto-determinação chamou-a de fé. Com esse conceito de fé o homem subjugou  a Deus. O grande poder está na sua mente e em sua determinação para realizar-se. O homem moderno é o Senhor do Universo, o centro de adoração.


A religião é mais uma forma de satisfazer-se. O propósito religioso está circunscrito aos ideiais humanos. A verdade, que outrora engrandecia ao Senhor, transformou-se em mantras do absurdo para conquistas e engrandecimento das criaturas.  O homem vive sobre  um deus ninguém. Os resultados são perceptíveis, estão por todos os lados:

A morte da esperança. A esperança foi banida do coração, consequentemente a vida perdeu seu valor. 


Até quando Senhor?

Bendito seja nosso Deus. A Ele honra, glória e louvor. De eternidade a eternidade.