O verdadeiro significado do Natal


A celebração do natal (mesmo com suas aberrações, é necessário que assim seja!) exibe e implica no reconhecimento que Deus visitou o mundo. Não importando se há ou não conhecimento dos textos da palavra de Deus a respeito.

A própria idolatria presente na festa associa-a ao texto sagrado: anjos, Maria, José, um menino, deitado em uma manjedoura. São detalhes a respeito da vinda de Deus ao mundo, determinados Deus 700 anos de se fazerem realidade na história humana.  

“Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamarão seu nome EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco”. (Mt 1:23).

Portanto, Deus, ainda que as pessoas que não o conhecem, ou mesmo rejeitem sua existência, no natal “celebram sua vinda ao mundo”.

Semelhantemente, Deus deixou escrito que os homens são indesculpáveis diante dele, pois testemunham o seu poder na criação e o senso de bem e mal no interior de cada homem. 

Acrescente-se agora o natal.

Mesmo que Jesus afirme sua divindade (seus feitos) e eternidade (não ter princípio de dias, nem fim de existência), a humanidade, em sua oposição, subjuga a Deus, criando um deus com as próprias mãos, e aquele ídolo-gesso permanece deitado, em obediência aos celebrantes.

A celebração do natal, portanto, independentemente de crença, ano após ano, reafirma que o homem é indesculpável diante de Deus. 


Este é o seu verdadeiro significado.

Nada poderão argumentar sobre a rejeição do amor de Deus em seu Filho Jesus… que para seus celebrantes nada mais é que um boneco de gesso.

A magia de cada natal


A proximidade desta época do ano é tomada por um estranho espírito… muito estranho. 

A ilusão invade a tudo, arrebata a vontade humana, e possuindo as pessoas, as conduz. 

Como um grande baile, todos em coreografia expressam oportuna bondade, talvez movida pelo sentimento de autonomia, de poder: comprar mais, comer mais, beber mais… sorrir mais, e mais.  

As luzes cintilam em árvores, dentro das casas, em cor e ritmo suficientes para tecer uma repentina felicidade (sim, pois, não existia há alguns dias, decerto, se desfará dentro de poucos!). 

As pessoas deixam de lado a si mesmas, uma performance incrível de ruptura com a realidade. Permite-lhes um tempo de senhorio, elas mesmas estabelecem quem é “Jesus”.

É a magia do natal. 

Assim, esse espírito permite a criação de um deus a ser celebrado. Desembrulhado, ficará deitado, inerte, em meio aos seus pares de gesso… até o despertar da oportunista realidade. 

Então, embrulhado novamente, cuidando para não o quebrar, voltará à caixa, até retornarem os dias dessa “impossível felicidade”.  

Até a magia do próximo natal…

e este é “o deus menino” celebrado no espírito do natal. 

 E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. (Jr 29:13)

Mais um natal.


Com a chegada do fim do ano, o mundo fica mais cheio de luzes. As cidades se preparam para evidenciar seu próprio brilho. Pessoas saem pelas ruas, ávidas por árvores, presentes, doces, comidas. Estão dominadas pela energia desse tempo, são conduzidas em fila indiana.  

Os sinos badalam em cada esquina, e um velhinho gordo e simpático ganha um emprego temporário. Vestindo-se de vermelho, com um gorro engraçado, e uma linguagem diminuta – HOHOHO – abençoa às crianças conduzidas por pais radiantes. E pela chaminé, um falso encontro está marcado. 

Uma grande festa está em andamento. As roupas brancas, os passes, giros estonteantes e batuques serão a liturgia para um cordão de promessas, e frustradas esperanças. 

Em poucos dias, a explosão de felicidade atingirá a multidão. Uma falsa irmandade unirá a todos. Os bondosos e os bêbados, adúlteros e castos, valentões e efeminados, corruptos e religiosos.  Premidos pelo tempo lançarão bebidas, sementes, simpatias e pedidos, literalmente, perdidos ao vento. 

Os fogos,  com seus rastros, acenderão o céu, determinam o tempo da esperança vivida. Em poucas horas, o dia trará a luz , e nada mudou. Apenas a ilusão sobreviveu.  
É o paganismo que toma conta da terra. As forças das trevas, em nome de Deus, promovem prazer em nome da bondade e realização.

O engano que se aproveitou, mais uma vez, da desesperança, e tudo se passou,  e nada mudou. Tampouco  encontraram o Senhor. 

Sim. Foi apenas mais um natal… e a deseperança exige a espera de mais um outro natal. 

Jesus Cristo, o cristão e o natal





Uma reflexão cristã sobre o natal. 

Por se pretender cristão, uma abordagem é necessária.

A característica determinante do cristianismo é a observação das Escrituras, pois nela está o regramento da verdade, estabelecido por Deus. O ético, o justo, mesmo, o imoral e o profano estão nelas determinados. Pois, os aspectos fundamentais da vida foram determinados por Aquele que a criou e, também, a preserva.

Mas, devemos ressaltar que este “efetivo” conhecimento foi construído por Deus. Sim. Deus o estendeu exclusivamente aos cristãos. A crença em Jesus, como Deus, e a submissão a Ele, é plano de Deus e não dos anseios humanos.

Consequentemente, os limites da capacidade do mundo dos ímpios, ou seja, o mundo não cristão, em constrangimento, não apenas rejeita, mas se opõe a verdade. Este sentimento contrário a Deus, despreza as sólidas evidências existentes, mesmo estando essas ao seu alcance.

Vejamos. A quantidade de profecias que anunciavam a vinda de Jesus ao mundo.
Nenhum personagem religioso ou não, foi previsto milênios antes de seu nascimento, e com tamanha precisão.

Sua concepção excepcional, em que família nasceria, a cidade e as condições em que ocorreria. Além de sua vida, a forma como morreria, bem como, sua ressurreição, documentada e presenciada por multidões. Todos estes fatos, foram previstos séculos antes que ocorressem.

E da mesma forma, como foram cumpridos, também se cumprirá sua vinda para reinar sobre toda terra.

Adicione a isso, apesar da sistemática tentativa de extermínio, o povo judeu. Um povo criado e preservado ao longo da história para servir de berço e raça do próprio Deus. Assim, o cristianismo, somando-se aos judeus, testemunham a existência e presença de Deus entre nós. Isso faz do cristianismo único,  sobrenatural.

Em oposição, o mundo não-cristão empreende esforços para negar tais verdades. Seguem suas convicções, negando a existência do Deus das Escrituras. E esta empresa se manifesta por meio da cultura, psicologia, filosofia e das religiões.

O natal é parte deste grande empreendimento de oposição. Nele há acentuada e clara tentativa de ensinar um falso Jesus, onde lhe negam a divindade, garantindo-lhe a certeza de um mito fantasioso.

Numa impossível data, o mundo celebra o nascimento de Deus. O criador do universo é apresentado inerte em uma manjedoura. Congelado, absurdamente, fazem-no uma permanente criança, cujo futuro e passos são determinados pelos homens. Desqualificam sua real existência e seu poder.

Em torno dele, comidas, bebidas, presentes e gorros vermelhos completam o cenário. Assim, rodeado de mitos e folclore, intencionalmente, transformam-no em utopia, pois, esta é a ideia.

Entendo a zombaria na intenção, são todos ímpios, falsos sábios. Que assim o façam!  Mas, é completamente incompreensível que cristãos a isso se alinhem.

Devemos, sim, rejeitar, e nos opor a toda tentativa de paganizar o cristianismo. Seja pelo natal, seja por outro qualquer “movimento”. Nosso real relacionamento com Deus, não se expressa por meio de sentimentalismos estranhos. Não é isso que observa o Senhor. Pois, Ele mesmo diz:

“Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32).

Natal, graças a Deus!


Mogi das Cruzes – Sp


Chega-se ao fim do ano e impossível é não perceber o clima de natal chegando e partindo em todas as direções, chegam pelas frestas, saem pelas vielas, penetram nas mentes, fluem nos lábios e corações. Mesmo que a ideia original esteja relacionada a nascimento (natal vem de natalidade, devemos lembrar!) pouco se prende, ou mesmo está vinculada a nascimento, muito menos ao de Cristo. E isso é  muito bom!

Agrada-me, cada vez mais, perceber que as pessoas utilizam-se desse momento e com seus corações ávidos rasgam-se em busca da satisfação pessoal, pois assim estão mais adequadas ao cerne de sua natureza e propósito. Vejo, dessa forma, que há mais sinceridade nesses celebrantes que na multidão “religiosa” que finge tributar a Deus sua festança natalina.  Nestes há hipocrisia e naqueles ignorância. 

Como é possível, depois de conhecermos a Jesus verdadeiramente, estabelecer qualquer relação entre o nascimento do Senhor e o embuste natalino? E mais, que justificativa temos em celebrar o nascimento de Nosso Senhor e em dezembro? Senão por puro mundanismo?

Vejo igrejas “evangélicas” alinhadas com o mundo, fantasiarem-se de natal, estranhamente penduram anjos com asas, as alegorias, as árvores natalinas, bolas, grinaldas e todo palavreado sentimental de boas-festas (Nem sei se o bom velhinho não compartilha o espaço com presépios da “sagrada família”). Leio ao fundo, exigindo reverência: “Cale-se diante Dele toda a terra”; ofertam a Deus o que é próprio de César.

Nisso, vejo Deus permitindo aos homens resgatarem do natal seu verdadeiro caráter,  desqualificando qualquer vínculo ao cristianismo. 


A comemoração é estampada em salas reluzentes e piscantes, cozinhas efervescentes, Shopping superlotados, crianças transloucadas exigindo dos pais os últimos lançamentos da última doidice virtual, bares repletos de bêbados em brindes pelo brinde, adúlteros em leitos natalinos, fazem assim sua felicidade e esperança parecerem honestas.


Viva o natal!

Comemoram todos, a festa dos homens celebrando o próprio homem e sua autonomia(?). Nada há senão a liturgia de beber, comer para amanhã estarem mortos… e com eles a igreja que se diz do Senhor!


Viva o natal!


Graças a Deus, eis diante de nós o verdadeiro natal: sem Jesus, sem Deus, sem esperança, esse sim é o natal.

O Natal: expressão religiosa do homem moderno



(Este texto foi baseado – com algumas alterações – em um pedido de minha mãe. Ela solicitou-me  algo a respeito do natal para ser lido naquela noite, pois eu não estaria com ela na data. Segundo informações, foi lido ao final da noite, quando parte de seus convidados já se haviam retirado. Natal de 2009).
Há algum tempo venho tentando entender quais os sentimentos e percepções que povoam a mente das pessoas em relação ao Natal. Considerando que é a comemoração do nascimento de Cristo, mesmo que falaciosa, os elementos presentes à celebração passaram a ser objeto de minha observação. Queiramos ou não, a motivação tradicional da festa é religiosa, pois vem a ser a comemoração do nascimento – a encarnação – de Deus.

Observando-o, entendendo-o é possível concluir que tipo religiosidade é praticada pelo homem moderno? 
Este é um bom exercício e maior, ainda, desafio.

A psicologia da tradição
À parte da grosseria histórica que envolve o fato – a data do nascimento ser dezembro; ter saído da Europa pagã e não dos arredores de Israel; sem referência em textos bíblicos, e sem nenhuma alusão no registro de autores que trouxeram um intervalo de 1.000 de história aos nossos dias, faz parte da vida nacional (e pior, cristã).

Ao fim de cada ano multidões se mobilizam em torno da comemoração – ou celebração – natalina. Sem questionamentos, preparam-se para mais um natal, o mundo se transforma e, magicamente, surgem por toda volta tons de harmonia. É estabelecido um cenário onde há luzes e – incrivelmente – esperança para todos… a se repetir ano após ano.

A natureza do espírito natalino
O primeiro empreendimento é buscar o cerne desta festa: donde surge essa esperança? 
Há duas linhas excludentes entre si, e apenas duas: 
(1) O natal é apenas um simbolismo – árvores, presentes, guirlandas, cenários, e a esperança vem do próprio homem; 
(2) as pessoas julgam que, por meio dela, prestam culto ao Deus criador de todas as coisas, e a esperança vem do próprio Deus.

Em suma: O Natal é apenas um simbolismo de comemoração das conquistas pessoais ou uma manifestação devocional?


O poder religioso no simbolismo natalino
Se, pois, é apenas simbolismo, sem relação entre o mundo real e sua celebração, é apenas mais uma festa. 
E os símbolos, tais como todos objetos inanimados, são incapazes de agir sobre a vida dos celebrantes. Assim, cada um se investe da prerrogativa de interpretá-los e tratá-los livremente.

A esta relação com o inanimado – os bonecos, bolas, árvores etc. – em um contexto religioso dá-se o nome de idolatria. Seus celebrantes são os senhores, com completa autonomia, sem nenhuma dependênica ou submissão ao objeto do culto. 
É um sofisma religioso, onde é possível perceber a auto-veneração, é a “fé” de si para si mesmos. É o humanismo travestindo-se das trevas da religiosidade sem Deus. A resposta psicológica do homem moderno à soberania de Deus.

O propósito natalino
Neste contexto de “adoração e hipocrisia” o propósito final é a satisfação humana. Não é sem motivos que o culto exige obrigatoriedade de presentes e abundância de comidas e bebidas; e ainda, não raro, seu ato final seja de  condutas ilícitas, leitos maculados e frenesi alcoólico. A liturgia é voltada para oferecer o prazer máximo aos celebrantes em envoltos sob uma penumbra religiosa – não menos fantasiosa.


A presunção do místico – na realidade do imaginário – e o prazer pessoal são as diretrizes fundamentais da religião natalina, e por elas é estabelecido o culto do prazer. É mais uma manisfestação da religião do homem moderno, tendo o prazer como parâmetro central da “festa”.

Poder surreal exigido
Um cenário bizarro é apresentado: Jesus, o Deus eterno, é eternizado em um boneco – nada mais que isto. Não cresce, em meio de outros bonecos; é a garantia de um deus anão, nanico tornou-se refém dos desvarios da simbologia natalina, o Jesus menino é uma representação infame do Altíssimo, e obrigatória.

Uma estranha comemoração em que o aniversariante ano após ano permanece inerte, enquanto, alheios a ele, realiza-se o culto da desesperança, da falsa alegria. Esse é o natal símbolo, comemorado a cada ano, mantendo todas as mentes reféns da sua fantasia. 


O imaginário do “bom velhinho” cresce em importância e oferece esperança às pessoas… na repetição do mesmo hino: muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.


A transição do Noel com saco para o Jesus menino ocorre em um vai-e-vem profano que   imprime em mentes infantis o caminho inexorável das trevas, pois “mitologiza” o que é real: Cristo e o poder do Evangelho.

A liturgia cruel a todos exige avançar além dos limites da razão, desprezar a história, e por fim, mortificar a lógica, manter-se “vivo na própria morte”.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.(2 Tm 4.3,4)
O simbolismo fútil e  realidade inexorável
A vida com suas marcas e dores não é subvertida pela futilidade dos símbolos, dos ídolos, portanto, não pode transformar as dores reais por mera retórica, meros símbolos. 


As árvores reluzentes das salas não escondem as dores dos sombrios leitos, não se lhes iluminam o desespero dos aflitos; nos corações permanecem os rancores, e a cada presente trocado substancia a esperança sem amanhã.
O tilintar das taças não apenas embebeda, mas sonoriza a liturgia da repetição, de corações tristes, de palavras ao vento sem siginificado, e ainda aventuram-se em direção a um deus  em gesso. Um cenário de absurdo, que nada aproveitará para o próximo dia.

Com os símbolos nada pode ser alterado, a comemoração não traz qualquer influência no dia a dia dos seus celebrantes, apenas a liberdade de comemorar a si mesmos. É o soprar de uma liberdade perdida, sem relacionamento com a realidade. Estranhamente, cada um presume-se senhor de seu próprio destino, construindo suas vidas sobre um punhado de areia… este é o natal da simbologia frívola e pagã.
“Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses.” (Salmos 97:7)

Há o outro natal, há esperança real
Se, de outra feita, pretendemos prestar um culto de gratidão a Deus, entendermos a realidade permanente, deixemos de lado todo esse simbolismo exterior que nada tem mudado nossas vidas. Deixemos de lado os presépios, guirlandas, árvores, bonecos inertes de olhares pedidos. Reféns da festa pela festa.

Passemos a entender a realidade que transforma as vidas. Tiremos nossos olhos do chão, olhemos para o alto onde realmente está Nosso Senhor e Deus. Olhemos para a eternidade. Depois, olhemos para nós mesmos, para o mais profundo de nossas almas. 


Questionemos: O que é a nossa vida? Tiago diz: O orvalho da manhã, que desvanece com os primeiros raios de sol.
O que temos feito de nossas vidas? Qual a nossa esperança? Quanta desesperança, quanta dor e tanto desamor, quanta decepção sofrida e provocada… quanto rancor.

O verdadeiro poder surreal
Saibamos que Jesus esteve aqui entre nós, e como escreveu Lucas: “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Só é possível quebrarmos os laços do simbolismo das nossas vidas, nos libertar verdadeiramente do peso das dúvidas, do peso que não sabemos como desocupar de nossa alma. Ouçamos a voz do Senhor:
“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”
Mudando a realidade
Caso queiramos deixar para trás o simbolismo que facilita, atrai e engana, mas nada muda. Ofereçamos a Deus a festa de nossa vida. Pois, somente ELE é capaz de resolver as mais profundas das nossas inquietações, a mais profunda solidão, a solidão incompreensível de nossas almas.

É dia do nascimento real, não o nascimento do Deus eterno, mas sim, para quem deseja muito mais que um simbolismo, para aquele que entendeu que o Natal é o dia de nascer em Cristo Jesus, Senhor e Deus. Hoje é o dia de nascer, de nosso nascimento.

O último natal
Arrepender-se de vida de símbolos, das fantasias, da frugalidade soberba e entrar na realidade de um relacionamento pessoal com Nosso Senhor e Salvador. 
Deixar cair sobre Ele todo o peso que carregamos, depositar Nele a esperança da nossa eternidade e conhecer o amor de Deus que excede todo o entendimento. Ou, por outro lado, manter-se preso à fantasia da festa da desesperança anual… até o próximo e inócuo natal de bonecos e bom velhinho.

Ao meu irmão Jeferson minha crescente admiração e gratidão a Heloísa e seus filhos;
A Mônica que Deus seja superabundante com ela, seu esposo e família.

Espero em Deus a melhora do seu Nelson, bem estar de sua esposa D. Neusa, seu filho, Carlos Alberto, minha admiração por ele.

E a Deus que me redimiu, colocou em meu coração uma esperança indelével e tem feito grandes coisas na vida da minha família.

A Ele, toda honra, toda glória, poder e gratidão de eternidade a eternidade.

De seus filhos Paulo e Glória Brasil
Um grande beijo à minha Mãe, a formadora e grande modelo da minha vida, por quem tenho orado todos os dias.



(Que o Senhor a tenha visitado antes daquele dia) 

A falácia do simbolismo natalino

O Natal expressão religiosa do homem moderno 

(Este texto foi baseado – com algumas alterações – em um pedido de minha mãe. Ela queria que escrevesse algo a respeito do natal, pois eu não estaria com ela naquela data. Segundo informações, foi lido ao final da noite, quando parte de seus convidados já se haviam retirado. Natal de 2009).

Há algum tempo venho tentando entender quais os sentimentos e compreensões que povoam a mente das pessoas em relação ao Natal. Considerando que é a comemoração do nascimento de Cristo, os elementos presentes à celebração passaram a ser objeto de minha observação. Queiramos ou não, a motivação tradicional da festa é religiosa, pois vem a ser a comemoração do nascimento – a encarnação – de Deus.

Observando-o, entendendo-o é possível concluir que tipo religiosidade é praticada pelo homem moderno? Este é um bom exercício e maior, ainda, desafio.

A psicologia da tradição
À parte da grosseria histórica que envolve o fato – a data do nascimento ser dezembro; ter saído da Europa pagã; sem referência em textos bíblicos, e sem nenhuma alusão no registro de autores que trouxeram um intervalo de 1.000 de história aos nossos dias -, faz parte da vida nacional.

Ao fim de cada ano multidões se mobilizam em torno da comemoração – ou celebração – natalina. Sem questionamentos, preparam-se para mais um natal, o mundo se transforma e, magicamente, surgem por toda volta tons de harmonia. É estabelecido um cenário onde há luzes e – incrivelmente – esperança para todos… ano após ano.

A natureza do espírito natalino
O primeiro empreendimento é buscar o cerne desta festa: donde surge essa esperança?. Há duas linhas excludentes, e apenas duas: (1) O natal é apenas um simbolismo – árvores, presentes, guirlandas, cenários, e a esperança vem do próprio homem? Ou (2) as pessoas julgam que, por meio dela, prestam culto ao Deus criador de todas as coisas, e a esperança vem do próprio Deus? Em suma: O Natal é apenas um simbolismo de comemoração das conquistas anuais das pessoas ou uma manifestação devocional?

O poder religioso no simbolismo natalino
Se, pois, é apenas simbolismo, sem relação entre o evento e sua celebração, é mais uma festa. E os símbolos, tais como todos objetos, inanimados, são incapazes de agir sobre a vida dos celebrantes. Assim, cada um se investe da prerrogativa de interpretá-los e tratá-los livremente.

A esta relação com o inanimado – os bonecos, bolas, árvores etc. – em um contexto religioso dá-se o nome de idolatria. Seus celebrantes são os senhores, com completa autonomia, sem nenhuma dependênica ou submissão ao objeto do culto. É um sofisma religioso, onde é possível perceber a auto-veneração, é a “fé” de si para si mesmo. É o humanismo travestindo-se das trevas da religiosidade sem Deus. A resposta psicológica do homem moderno à soberania de Deus.

O propósito natalino

Neste contexto de “adoração” o propósito final é a satisfação humana. Não é sem motivos que o culto exige abundância de comidas e bebidas; e ainda, não raro, seja concluída em condutas ilícitas, sobre leitos maculados. A liturgia é voltada para oferecer o prazer máximo aos celebrantes. A presunção do místico – na realidade do imaginário – e o prazer pessoal são as diretrizes fundamentais da religião natalina, e por elas é estabelecido o culto do prazer. É mais uma manisfestação da religião do homem moderno.

Poder surreal exigido
Um cenário bizarro é apresentado: Jesus, o Deus eterno, é eternizado em um boneco – nada mais que isto – que não cresce, em meio de outros bonecos; é a garantia de um deus anão, refém dos desvarios da simbologia natalina.

Uma estranha comemoração em que um aniversariante ano após ano permanece inerte, enquanto, alheios a ele, realiza-se o culto da desesperança, da falsa alegria. Esse é o natal símbolo, comemorado a cada ano, mantendo todas as mentes reféns da sua fantasia mental. O imaginário do “bom velhinho” oferece esperança imaginárias às pessoas… e a repetição do mesmo hino: muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
A liturgia cruel a todos exige avançar além dos limites da razão, desprezar a história, e por fim, mortificar a lógica.

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.(2 Tm 4.3,4)

A vida com suas marcas não se submete à futilidade dos símbolos, do ídolos, portanto, não pode transformar as dores da vida mera retórica, meros símbolos. As árvores reluzentes das salas não escondem as dores dos sombrios leitos, não lhes iluminam o desespero dos aflitos; nos corações permanecem os rancores, e a cada presente trocado representa uma esperança sem amanhã.
O tilintar das taças sonoriza a liturgia da repetição, de corações tristes, de palavras ao vento sem siginificado, e ainda clamam a um deus estático, preso ao gesso. O drama do absurdo, que nada pode fazer.
O simbolismo e  realidade inexorável

Com os símbolos nada pode ser alterado, a comemoração não traz qualquer influência no dia a dia dos seus celebrantes, apenas a liberdade de comemorar a si mesmos. É o soprar de uma liberdade perdida, sem relacionamento com a realidade. Estranhamente, cada um presume-se senhor de seu próprio destino, construindo suas vidas sobre um punhado de areia.

“Confundidos sejam todos os que servem imagens de escultura, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele todos os deuses.” (Salmos 97:7)

Há o outro natal
Se, de outra feita, pretendemos prestar um culto de gratidão a Deus, entendermos a realidade permanente, deixemos de lado todo esse simbolismo exterior que nada tem mudado nossas vidas. Deixemos de lado os presépios, guirlandas, árvores, bonecos inertes de olhares pedidos, refém da festa pela festa.

Enfrentando a inexoróvel realidade
Passemos a entender a realidade que transforma as vidas. Tiremos nossos olhos do chão, olhemos para o alto onde realmente está Nosso Senhor Jesus, olhemos para a eternidade. Depois, olhemos para nós mesmos, para o mais profundo de nossas almas. Questionemos: O que é a nossa vida? Tiago diz: O orvalho da manhã, que desvanece com os primeiros raios de sol.
O que temos feito de nossas vidas? Qual a nossa esperança? Quanta desesperança, quanta dor e tanto desamor, quanta decepção sofrida e provocada. Quanto rancor.

O verdadeiro poder surreal
Saibamos que Ele esteve aqui entre nós, e como escreveu Lucas: “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Só é possível quebrarmos os laços do simbolismo das nossas vidas, nos libertar verdadeiramente do peso das dúvidas que há sobre cada um ouvindo a voz do Senhor:

“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

Mudando a realidade
Caso queiramos deixar para trás o simbolismo que facilita, atrai e engana, ofereçamos a Deus essa festa: nossa vida. Pois somente ELE é capaz de resolver as mais profundas das nossas inquietações, a mais profunda solidão, a solidão de nossas almas.
Hoje é dia do nascimento real, não o nascimento do Deus eterno, mas sim, para quem deseja muito mais que um simbolismo, para aquele que entendeu que o Natal é o dia de nascer em Cristo Jesus, Senhor e Deus.

O último natal
Arrepender-se de vida de símbolos, das fantasias, e entrar na realidade de um relacionamento pessoal com Nosso Senhor e Salvador. Deixar cair sobre Ele todo o peso que carregamos, depositar Nele a esperança da nossa eternidade e conhecer o amor de Deus que excede todo o entendimento.
ou mantermo-nos presos à fantasia da festa desesperança anual.

QUE DEUS SEJA MISERICORDIOSO NESTA NOITE, COMO FOI COMIGO HÁ 15 ANOS, E QUE NOS PRESENTEIE FAZENDO COM QUE PESSOAS CHEGUEM AOS SEUS TERNOS BRAÇOS.

Ao meu irmão Jeferson minha crescente admiração e gratidão a Heloísa e seus filhos;
A Mônica que Deus seja superabundante com ela, seu esposo e família.
Espero em Deus a melhora do seu Nelson, bem estar de sua esposa D. Neusa, seu filho, Carlos Alberto, minha admiração por ele.
E a Deus que me redimiu, colocou em meu coração uma esperança indelével e tem feito grandes coisas na vida da minha família.
A Ele, toda honra, toda glória, poder e gratidão de eternidade a eternidade.

De seus filhos Paulo e Glória Brasil

Um grande beijo à minha Mãe, a formadora e grande modelo da minha vida, por quem tenho orado todos os dias;