Quem é Deus?… eu acho




Quem é Deus? Eu acho e….

É comum as pessoas utilizarem os termos: “Deus me livre”, “Deus te abençoe”, “Deus te acompanhe”, e muitos outros, e de alguma forma associar esse “Deus” a uma capacidade ou poder.  

E ainda, são usados símbolos que julgam evocar a “Deus”, trazendo-o para perto de si mesmos. São crucifixos, imagens, cruzes, quadros, bíblias abertas em algum salmo e outros mais. 
Há também os sinais (gestuais repetitivos e com palavras “místicas”) ao passar diante de cemitérios, em enterros, igrejas, em locais ou situações específicos. 
É essa liberdade dos uso de termos, dos sinais e símbolos, que falar a respeito de Deus é filosofar. É o entendimento, absolutamente pessoal e livre, que determina quem é Deus. São seus próprios raciocínios, divagações e inferências que mantém a divindade sob controle. 
E a firme crença da bondade inerente garante a soberania diante de “Deus”
… assim, “o eu acho” é determinante a respeito de Deus.    
Alguns aspectos podemos observar.   
O termo Deus é um título e não um nome. E os povos  construíram e associaram-se à alguma divindade. Sendo alguém ou algo, cujo poder precisa atender às questões particulares, contudo, nenhuma experiência foi documentada dentro da história humana.

São vários os nomes desses: Lua, Sol, Netuno, Poseidon, Deus ainda está disperso na natureza, disperso na multidão em pessoas etc. Mesmo fragmentado ou pulverizado, Deus sempre tem um nome… A qual Deus se referem as pessoas que evocam seus deuses?

Qual poder há, de fato, nas palavras que utilizam para evocar a Deus? Segundo as religiões, muito poder!
Qual a eficácia dos símbolos e sinais para aqueles que os utilizam? Segundo as religiões, muito, pois são os meios de obtenção dos favores de Deus. 


Qual a validação disponível para aferir a divindade desse  Deus? Nenhuma. Sim, não há qualquer  instrumento para verificar a historicidade desse “deus”. 


Seria justo e coerente a existência de eventos históricos que o homem comum dispusesse para conhecê-lo objetivamente: local, data, evento. Jamais por meio de divagações, objetos,  drogas, mediadores, visões, experiências multidimensionais, mantras ou filosofias.

Logo, Deus para ser DEUS não poderia ocultar-se das pessoas, deixá-las às cegas, guiadas por suas próprias subjetividades. 

Assim, Deus precisaria registrar-se na história humana, com seus feitos, de fato divinos… coisas impossíveis aos homens.

  • Antecipar a história – profecias;

  • Antecipar pessoais, locais, tempos e povos para mostrar seu poder e soberania – nascimento de Jesus, e a permanência dos judeus dentre todos os povos;

  • Realizar aquilo que é impossível ao homem… sim, ele é Deus – virgem conceber sem necessidade de homem.   

Portanto, Deus, obrigatoriamente, precisaria estar em outra categoria de pessoas, além da percepção, da lógica, as quais não podemos, a partir de nós mesmos, imaginar. 
Não credite às suas divagações e inferências determinar quem é Deus. O que determina nosso relacionamento com Deus é conhecê-lo como Ele próprio diz que é. 
Leia a Bíblia, o seu evangelho. 

Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé. (Rm 1.16-17) 

Coisas difíceis de aceitar

Há muitas coisas difíceis de aceitar. 

Que somos pecadores. Mas pecadores segundo a percepção e o entendimento de Deus. Ou seja, nossa constituição, nossa disposição interior, rejeita as verdades de Deus.

É difícil aceitar também, que somos movidos pela soberba. Sim, é ela que, mesmo incompreensivelmente, nos leva a rejeitar o amor de Deus. 

É difícil aceitar que Deus afirma ser isso submissão a satanás.  

É difícil aceitar que não haverá um juízo final. Onde nossos atos serão avaliados, distribuindo-se de um lado, os que fizeram o bem, e de outro, os que fizeram o mal. 

É difícil aceitar que nossa eternidade será determinada por submeter-se ou não ao plano de Deus. 

É difícil aceitar que não são os nossos planos, conceitos e ações que nos farão agradáveis a Deus, mas reconhecer que ele, em Jesus Cristo, esteve entre nós, morrendo para nossa salvação.  

É ainda muito difícil de aceitar que há céu e inferno. E que estaremos eternamente em algum desses locais, e que na eternidade não haverá tempo. 

É difícil aceitar que a salvação mesmo estando tão próxima, preferimos nossos pecados, preferimos nossa religião. 

Há muitas coisas difíceis de aceitar, contudo, não são questões de intelecto, de entendimento, pois entendemos tais coisas. Mas existe, sim, em nossa vontade, uma incapacidade que nos aprisiona, impedindo-nos em nos mover em direção de Deus, em abrir mão de nós mesmos. 

É difícil aceitar que estamos perdidos.

Perda de salvação

Precisamos entender a realidade que estamos envolvidos, assim chegaremos a uma conclusão adequada sobre a questão. Divido o tema em três partes.

Primeira. A realidade humana. A segunda, a capacidade humana e, terceira, a ação de Deus na dimensão de nos movemos. 

A primeira, a realidade humana, diz respeito a nós mesmos, ao que somos. Somos maus. As nossas intenções, interesses, egoísmos e escolhas provam isto. Caso questionemos, a morte funciona como um juiz, encerrando a todos, apresentando o pagamento de nossas virtudes. Esclarecendo o engano de quem pensamos ser. Evidencia que não conhecemos verdadeiramente a Deus. Não somos seus amigos, e outra vez a morte e a falta de esperança sobrevém como prova da nossa solidão, nossa separação de Deus. É portento, essa a realidade que estamos inseridos, quem de fato somos, vive-se sem Deus e sem esperança.

A segunda parte, refere-se à nossa capacidade de alterar tal realidade. Ou seja, poder de promover uma nova direção às nossas disposições interiores. Fazermo-nos bons, abrirmos mão do egoísmo, vencermos à morte. Ou seja, dar-nos uma nova natureza, alterar a própria vida em seus fundamentos essenciais.
Assim, como um leopardo não pode trocar suas pintas, tampouco um etíope mudar sua pele, precisamos de ajuda, ou nossa realidade permanecerá inalterada. Continuaremos reféns da morte, escravos de uma fé criada por nós mesmos, sem regras e sem esperança. Logo, somos incapazes de alterar nossa natureza, nosso interior, nossa mente.
Em nossa presunção, enganamo-nos ao adotar uma religião, nossas obras, nosso saber – atos de bondades, como garantia de favores diante de Deus.

A terceira parte, envolve a pessoa de Deus. É Ele quem, evidenciando seu infinito amor, se faz conhecer pelo pecador. A isso chamamos de novo nascimento. O que Jesus ensina no Evangelho de João, capítulo 3. Deus adentra aos negócios humanos, e em seu poder, chega ao pecador mortal, fazendo-se conhecer. Essa concessão de Deus confere ao pecador, antes refém de sua própria natureza, uma nova mente, transformando a distância de antes, em amizade de agora e eternamente.

E essa profunda e completa alteração da natureza humana, realizada por Deus e traz mudanças de caráter e conduta naquele que a experimentou. A salvação iniciada, a vida eterna que emerge e jamais acabará.

Surgem novos conceitos, a esperança tem fundamento, os valores, tais como egoísmo, mentiras, subterfúgios, os ilícitos passam por uma completa revisão. Aquela velha realidade é finda, sentimo-nos amigos de Deus, contamos com Ele em nossa vida diária, a oração tem destino e respostas. Lemos sua palavra, entendemos, ela é a verdade que faz sentido para nossa vida. Uma nova criação de Deus agora está nesse mundo.

Assim, tanto a mudança inicial realizada por Deus, em nosso interior, quanto seus resultados, são a salvação. Sim, essa profunda transformação é algo único, completo, que chamamos de salvação.

E, Deus afirma em sua palavra:

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8.38 e 39)

Logo a salvação não nos pertence, pertence a Deus. 

Temos os questionamentos: 

Quem poderia ou poderá fazer voltar atrás aquilo que Deus realizou? O homem? ou demônios?Como perder aquilo que não nos pertence, que pertence a Deus? 

O batismo salva. Ou não?

Surgem, vez por outra, questionamentos a respeito do batismo. Sua eficácia, seus valores etc. Deixando de lado sua forma, para não incomodar os irmãos que aspergem água sobre seus seus batizandos, vamos verificar algumas particularidades e relacionamentos entre o batismo e a salvação dos crentes. 

O batismo, de fato, salva ou não salva? 

Para responder a este questionamento é preciso entender o que vem a ser e qual a história do batismo nas Escrituras, em especial no Novo Testamento.

E eram por ele batizados no [rio] Jordão, confessando os seus pecados (Mt 3:6). 
E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e [com] fogo. (Mt 3:11)

O texto de Mt 3.6 traz o primeiro registro do batismo no Novo Testamento. E esse foi realizado por João (“O Imersor”, segundo André Chouraqui; judeu, especialista em línguas semíticas, tradutor do Ev. de Mateus)

Muita importância há nele, pois seu contexto esclarece um aspecto fundamental sobre o batismo. João afirma que “seu” batismo eram apenas sombras, pois viria um “outro batismo”. Ele diz: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo… (Mt 3:11)
Sim, João anuncia um batismo, ainda a acontecer, que seria feito, não em água, mas no Espírito. Isso nos ajuda a entender a natureza transitória de sua obra.  Sim, o batismo de João – assim como toda sua obra – era apenas uma preparação para a vinda do Senhor, como diz o profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. (Mt 3:3)

Portanto, o batismo de João é precursor e sombra do batismo no Espírito – nossa união com Cristo (1 Co 12.13). Onde estão incluídos todos os benefícios conquistados por Cristo em nosso favor. 

Este batismo salva, porquanto feito por Deus, unindo-nos misticamente a Cristo. Homem algum fez ou jamais fará tal batismo. 

Mas, ao chegarmos ao fim dos Evangelhos lemos: 

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). 

Não temos o que duvidar: o batismo, em voga neste mandamento, nenhuma semelhança há com o que lemos a respeito do batismo de João e o batismo no Espírito. Este feito por Cristo (conf. Jo 1.33), pelo próprio Espírito (conf. 1 Co 12.11) e pelo próprio Deus (conf. Jo 3.34), aquele agora confiado a homens, aos discípulos.  

Em nenhuma parte das Escrituras há relação entre o batismo realizado por João e o batismo confiado às nossas Igrejas, exceto pelo elemento utilizado – a água.

O que fazemos, inversamente a João, é contemplarmos o batismo passado feito por Deus – no Espírito Santo – e simbolicamente o reproduzimos utilizando como elemento a água. Nenhuma contribuição mística há nele  para a salvação eterna.  


Este batismo, simbólico, representa a morte do velho homem e a ressurreição do crente – fazendo sentido ser por imersão; e torna público seu efetivo vínculo e compromisso com sua nova família.  

O terceiro gênero: Uma questão de natureza ou moralidade?

Mogi das Cruzes
Era sábado à noite, após a exposição da doutrina da Humanidade de Cristo, perguntas fluíam dando mostras do interesse e regozijo de todos. Caminhávamos por veredas que nos levavam a cenários novos. Não conseguíamos contemplar em nossas mentes a sabedoria do Senhor. Quanto mais sorvíamos das verdades eternas, mais dávamos graças ao Todo-Poderoso que em Sua infinita misericórdia e nosso espanto – e mistério – fez com que o Eterno se revestisse da natureza humana.
No retorno para casa sintonizei a CBN. Lá algumas pessoas falavam ao vivo, e logo verifiquei que estava sendo abordada a questão dos homossexuais. Sem dúvida era a extensão do assunto que fora tratado minutos atrás: a natureza humana.
De pronto, ficou clara a aversão aos “evangélicos”. Palavras como “ignorantes”, “atrasados”, “preconceituosos” eram empregadas em quantidade facilmente percebida. Havia nisso tudo certa raiva. Depois, foi possível perceber que os argumentos eram expostos sem considerar o conteúdo das Escrituras, o caráter moral de Deus.
O ponto central ocorreu quando um deles, como se queixando, afirmava que sua condição não fora resultado de escolha pessoal. Negava o caráter moral envolvido, atribuindo sua escolha à sua constituição – ou disposição – biológica. Ela sim lhe autorizava sua homopreferência. Era, segundo conceito comum entre aqueles pares, compatível às suas características orgânicas. E estranhamente, como se fosse um ato heroico, utilizando-se de palavras obscenas, defendeu sua tese, e afirmando que não teria escolhido livremente “passar a vida sendo humilhado, sofrendo preconceitos”. Ou seja, fora dominado por sua natureza. Em sua confusão envolvendo seu desvio de conduta, estaria sugerindo a existência de um novo gênero (sic) nem masculino, nem feminino? 
O que fora exposto pareceu-me tese comum entre os que ali falavam. A ideia de um “outro” gênero na raça humana, híbrido consequentemente, incapaz de reproduzir-se, adviria não da natureza constitucional, mas da preferência sexual. Seria algo como: vamos esperar para ver o qual será a preferência. O gênero seria a posteriori. 
Trafegavam do grotesco ao impensável sem qualquer restrição racional. Entorpecidos pela disposição de incluírem a prática homossexual como natural, nenhum deles abria mão do estandarte da insensatez. Projetavam-se acima do Criador que “homem e mulher os fez”

          E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;                    homem e mulher os criou. (Gn 1:27)

O relato bíblico, a humanidade, a reprodução são unânimes em “acreditar” nan existência de apenas dois gêneros: macho e fêmea. 
Para satisfazerem-se, em sua natureza de pecado, avançavam com voracidade contra tudo que se chama Deus, a moral, a ciência, a ética, a família. 
Contrários ao que eles mesmos podem conhecer do Senhor, em busca da satisfação, do prazer, em sua proposta subjaz o extermínio da espécie humana. 
Fiquei por alguns minutos considerando o que ouvira, o que motivaria o absurdo proposto… o terceiro gênero. Sim, o pecado penetrou e progride e nas manifestações humanas em busca do prazer e da “liberdade” exibe sua face.
Enquanto os ouvia mais e mais caminhava nas veredas do Senhor:
       Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século?              Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? (1 Co                  1:20)
Não haverá limites para o pecado… e mais virá.

Dele não fazem caso algum, mas que o Senhor lhes seja misericordioso.

Olhando a cruz .

Mogi das Cruzes.
04.09.2011

Morreu o Senhor.  Está consumado! O último brado, depois apenas a liturgia perversa da morte. Há silêncio em toda imensidão do universo. Jaz em uma vil cruz o Senhor deste universo. Sobre aquele corpo está a sentença e o registro da perversão humana.
As perguntas em profusão são lançadas aos quatro cantos da terra, como estrelas cadentes trazendo luz sobre nossas mentes sombrias, questionemos:
Por que morreria o autor da vida, aquele em que nele tudo subsiste?
Seria apenas a evidência da maldade contínua do desígnio do coração do homem, em que não há restrição para tudo que intentam fazer?
Por quem viria a vida, a paz? 
O que de Deus podemos aprender naquela cruz?
Nas santas palavras do Senhor aprendemos o amor, a retidão e a justiça…  não haveria também na cruz, além do pranto e dor, toda a justiça, todo o amor? 
Percorramos as sendas de sabedoria do Senhor Deus, deixemo-nos levar pelo Seu Santo Espírito. A Ele tributemos antecipadamente toda a honra, todo louvor, toda glória. 

Leiamos João 19.30 diz: “Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito”.
O Senhor em Sua Palavra afirma que a morte é a sua sentença contra o pecador. Todos nascidos de Adão estão sob acertada sentença: a morte. O salário do pecado é a morte ouvimos de lábios infantis em cada uma de nossas salas. Mas, lhes pergunto: Quanto ao meu Senhor? Como foi parar naquela cruz?
Recorramos à sabedoria de Deus, esqueçamos nossas experiências e deduções contaminadas, à Sua palavra, Evangelho de Lucas, cap. 1:
“Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai, ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim.”
E mais:
 “este ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
A eternidade santa do Senhor – o Filho do Altíssimo – viria experimentar este mundo caído, este mundo de horror e corrupção.
Não olvidemos: O Filho do Deus Altíssimo, o rei eterno é santo, separado em sua disposição, mas eternamente Deus, é agora humano em sua natureza.
O eterno, transcendente alojou-se na dimensão finita, carente de sua glória, cá esteve. Deixou as marcas de suas alparcas sobre o pó desta terra que não ousaria retê-lo.

Por que morreu então meu Senhor? O Espírito mais nos diz: 
“Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai. “(Jo 10:17-18)
Encontramos um facho de luz que alumia nossas mentes e corações. Palavras de Nosso Senhor: “Ninguém a tira de mim, eu de mim mesmo a dou”. O Santo eterno ofereceu-se voluntariamente para morrer. O profeta Isaías afirma que Ele não cometeu injustiça, nem houve dolo de sua boca (53.9).

Sigamos pela vereda do justo que está clareando mais e mais. “Está consumado, e rendeu o espírito”: O meu Deus se deu à morte. Mesmo assim há mistério em demasia, pois nada, nem ninguém, poderia tirar a vida do Eterno : Mas o Senhor morreu!!
Mais luz a nos iluminar nessa manhã: “Foi da vontade do Senhor… se puser como oferta pelo pecado… e a vontade do Senhor prosperará em suas mãos”. (Is 53.10)
Não podemos negar, diante estamos de um plano de sangue, morte, justiça e vida. A morte de Jesus abre o cenário de glória de SI mesmo… e inexplicavelmente nos incluiu. 

Glória ao Senhor!
Ainda o profeta Isaías (cap. 53), diz: 
“ferido por causa da transgressão do meu povo”. Precisamos mais saber sobre a ferida de nosso Senhor. “meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si.”

E mais:
mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu”. (11,12).
Sim, as Santas Letras confortam coração, confortam a alma. Nosso Deus, em amor e misericórdia, ofereceu-se voluntariamente para morrer por causa de minha transgressão, por causa de meus pecados, por causa da minha miséria, resolveu tomar meu lugar…e nada poderia fazer e nada fiz.
Nossa Oração é que nos arrependamos, choremos, ergamos aos céus nossos pedidos de misericórdia, pois é grande o nosso pecado. A vida de Deus em lugar de nossas transgressões. Como entender tão grande amor?

Como Pedro falemos: “Afasta-te de mim Senhor, pois sou pecador!”. 
Sim, naquele madeiro de Sua morte, está a nossa vida. Naquele madeiro não apenas estava escrito: Jesus Cristo, o nazareno, rei dos judeus. Naquele madeiro estava escrito com sangue nossos nomes e milhões de outros nomes pelos quais o Senhor deixou-se à morte, homens, mulheres, crianças que arrependidos, prateariam dizendo: “Dá-me de beber essa água”.
Está consumado, nada há para ser feito. Rejubilam os céus, e salmodiemos, pois o nosso Deus assim o quis. 

A soberba da vida e a vida


Muitos dos ensinos do Senhor estão na ordem natural das coisas criadas conforme Rm 1:19-20:  
Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis”.
E vemos a vida manifestar-se por todos os lados. Na preservação do mundo vegetal contribuem pássaros, vento, água, borboletas, assim permitem a multiplicação das plantas. A vida se mantém por um arranjo sobremodo maravilhoso, proveniente de uma sabedoria além de nossas mentes, além desta vida. 
Em nossa volta, o mundo que observamos também traz lições. Poder-se-ia resumir que há uma única luta: a luta para manutenção da vida. 
A vida segundo entendem – e nada entendem – resume-se: mais dinheiro, mais poder, mais saber, mais prazer e mais tempo e outros incontáveis “mais”. 
Sábio aos seus próprios olhos, segue impávido em sua loucura, não há detença, logo perceberá. E quão cruel se dará!

O homem na busca, mesmo que inconsciente, de esquivar-se da sentença de Deus contra o pecado – “Certamente morrerás” – proclamou-se autor da vida e transformador da realidade. Todo arsenal de poder falsamente atribuiu a si mesmo. Mas, impávida a morte o espreita, dela não fugirá. 


Essa clausura cotidiana à morte, essa sentença incansável, o fez reagir, construiu a geração (ou cultura) do absurdo. Sim, em sua mente, o homem enlouquecido – refém da morte -, reconceituou a vida que lhe esvai em um roteiro de satisfação recorrente: a vida humana abriu mão da eternidade, fixando-se aos aos escassos dias que têm ao seu dispor.


Sábio questionamento do Senhor: 

“Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida? (Mt 16:26)”

Sobejou-lhe a esperança sem esperança e com prazo de validade. Ironicamente, tomando-se por sábio, abriu mão de sua humanidade. Um salto para cima, afirma, com isso igualou-se aos animais: “morreu acabou”. Sem esperança entregou-se às fantasias de poder e prazer… pobre homem.


E por isso lutará:  

Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. (Jó 2:4)
Há toxicidade neste raciocínio. Tal bravata sucumbirá à própria exigência da vida e a eternidade lhe sobrevirá como verdugo, lá saberá que perdeu a vida!

Além e acima desse réquiem de soberba mundial há vida, um arranjo perfeito, onde há moral, prazer… e a autoria. 

Arrependei-vos e conhecereis a vida, homens que muito (nada) sabem.

E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o fôlego da vida, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor. (Ez 37:6)

Dívidas, eternas dívidas.


Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (Jo 20.30-31)
Li estes versos novamente, pois domingo passado não foi possível dedicar-lhe a atenção devida, e não gostaria de contrair mais uma dívida com os irmãos, além do amor.
Tomo a liberdade de considerar inicialmente o v.31, antes mesmo do v.30, por entender que assim mais refrigério virá aos nossos corações, às nossas almas. Quanto de bálsamos há neles?  Porções infinitas, creio eu.
Rogo ao Senhor que não me deixe caminhar por caminhos abertos pela iniciativa pessoal, pela curiosidade altaneira, antes, que seu Espírito nos conduza aos pastos verdejantes, leve-nos a saciar nossa sede em águas de descanso, sem que os turbilhões do mundo lá fora nos roubem este precioso tempo ao seu lado. Sim, esta é a minha oração.

Tenhamos convicção que nos foi concedido neste pequeno texto um dos mais sublimes privilégios da carreira a nós proposta: conhecermos o propósito para o qual foram escritas cada uma das palavras que há neste livro. 
O assentamento leve da pena do escritor sagrado oferece-nos o caráter de nosso Deus, oferece-nos toda sua pureza e benevolência, e ela vem em nossa direção, em nosso favor. 
Ouvimos os mesmos ecos, pois se repetem por toda a ESCRITURA cânticos de consolo e fortalecimento ministrado pelo Senhor Deus:
Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança. (Rm 15:4).
Sim, sussurros celestes chegam até nossos corações, são sons de muitas águas que atravessaram os séculos, repetindo-se pelas gerações promovendo consolo, conforto, levando pelas mãos a incontida esperança. Saibamos que tais escritos foram feitos com o propósito definido e eternamente planejado para que creiamos que Jesus é o Filho de Deus. Sim, amados, o que estão diante de nossos olhos são palavras que abrem os portais da vida eterna, eclodem vidas do coração do próprio Deus. Vidas que nossas vidas rejeitavam, vidas que nossas vidas delas nada  sabiam. Tais escritos almejam cada um do santos, que em rebeldia sorviam da morte a esperança morimbunda.
Leiamos detidamente: 
“Jesus é o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” 


Reconheçamos, não há força humana, minha ou de qualquer outro, não recorre o Altíssimo ao foguetório pentecostal de plantão, não sugere nada além do consolo por Ele oferecido. Jesus, o Filho de Deus, oferece a vida, a verdadeira vida. Semelhante consolo se nos abre o Senhor: “pela graça sois salvos, e não vem de vós, é dom do Altíssimo.” 
Não ousemos incluir na graça celeste a pó vil da terra, rejeitemos a nossa sabedoria, a falsa liberdade criada por mentes carnais, que regurgitam o poder e bondade de Deus para alcance aos lugares celestiais. 
Não, os portais da vida eterna foram abertos pelo Senhor e por eles fomos introduzidos pelo seu excelso poder e pela sua livre e bendita vontade, e em nada que tenha dependido de merecido favor ou obra realizada por qualquer pecador.

Porventura, não conhecemos o “que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre?” Sim! Ele nos abriu uma porta que ninguém poderá fechar. Sim, o Filho é a porta aberta para a eternidade. Fomos impelidos pelo poder de Deus a adentrar no nome do Senhor, a eternidade nos foi dada graciosamente.
Aleluia, cantemos todos.
E mais, tomemos agora o v. 30: “fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro”. Aprendamos: Deus é muito mais do que se revelou em sua Palavra; Deus fez, faz e fará muito mais do que percebemos. Amados, por mais devotados que sejam todos os servos do Senhor.  Além de todas as dívidas, anuncio-lhes uma outra: somos devedores devocionais do Senhor!

Quanto o Senhor por nós faz? Não sabemos! Talvez jamais o saibamos! Portanto, muito de sua obra em nosso favor passa longe de nossa percepção. Assim, deixamos de dar a glória aos feitos do Senhor, que a nossa ignorância mantém em sigilo oportuno. Hoje vemos por espelho, será que um dia o saberemos quando o vermos face a face?
Caso pudéssemos transformar nossa dívida em grãos de areia, aterraríamos todos os mares, aplainaríamos o mais profundo abismo, pois, jamais lhe tributamos a glória devida. Não somos capazes de contar o que nos tem feito o Senhor! E se assim não pensamos, nossa miséria é mais profunda do que pensamos, e nossos corações permanecem rijos como a pedra. E subvertemos a honra devida ao nosso Deus, conferindo-a a nós mesmos.
Corações que sentem-se não devedores para com o Senhor têm a miséria na alma como companheira. Choremos todos nós, e se possível lancemos cinzas sobre nossa cabeça e rasguemos nossas túnicas, pois mesmo sob bênçãos eternas agimos como se miseráveis fôssemos. Saibamo-nos devedores, assim, confessemos nossos pecados, isso nos fará bem, consolará nossas almas, aproximamo-nos da glória de Deus.
Nosso Deus é muito mais do que pedimos ou pensamos. Salomão exprime o que nosso coração busca:
Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que o céu, e até o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos esta casa que edifiquei! (1Rs 8:27)
Há tanto no Senhor e nada em nós.
Nada somos, nada fizemos para sermos objetos de tão desmedido amor.
Nossa gratidão é sustentada por sua benevolência.
Se não fosse a misericórdia do Altíssimo já teríamos sido consumidos.

Como invejo o salmista!
Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. (Sl 139:14 ).
Sim, Senhor, minha alma não o sabe muito bem, apenas busco reconhecer que não passo de pó e cinza.
Bendito seja o Senhor, que em Cristo Jesus determinou nossa eternidade.
A Ele, e somente a Ele, honra, poder, glória eternamente.

Da morte para vida – A salvação de Maria


Igreja Batista Regular Renascer
Manaus
Com base em Jo 20.1-18

Maria segue com os aromas e bálsamos para seu último ato de despedida daquele que julgou ser a esperança dela e de tantas outras pessoas de Israel, mesmo os dispersos. A tristeza e decepção não foram suficientes para demovê-la de completar-lhe a liturgia da morte.
Faz escuro, antecipa-se aos primeiros raios de sol de um dia que não teria fim.
Suas reações são reações de inúmeros que têm depositado uma crença particular em Cristo.

Poderemos com ela conhecer um pouco de nós mesmos, um pouco do que ocorre em nossa volta.

Alguns questionamentos se impõem às nossas mentes:
(1)            Como podemos reconhecer uma obra de Deus?
(2)            Como reagimos diante da grandiosidade de Deus?
São questionamentos que nos permitem adentrar um pouco mais na salvação pela fé que chegou aos nossos dias.

Vejamos, pois:
Lucas (23.55) diz: “as mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, viram o túmulo e onde o corpo fora depositado”. E mais: “então se retiraram para preparar aromas e bálsamos”. A ida daquelas mulheres até o túmulo tem um propósito claro: concluir o rito final da morte. Isto nos permite afirmar naquelas mulheres  havia convicção que a morte, em toda sua brutalidade, se abatera sobre o Senhor.

Não apenas Maria Madalena, mas as demais mulheres que o seguiam desde a Galiléia, viram-no morto, preparam-se para, conforme o rito, dar ao Senhor a fugaz dignidade que a morte limita.

Nelas há convicção quanto à morte do Senhor: Sim, o Senhor morreu!


As dificuldades que ocupam cada mente oferecem-nos um cenário de tristeza e dor: aquelas dirigiram-se ao encontro de um cadáver, ao encontro da morte. Nada além de um corpo sobre uma pedra é esperado. Quais questionamentos fluíam de suas mentes? Estaria o Senhor desfigurado pelo que lhe fora impingido? 


Antes, há o derradeiro desafio: “quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo?” (Mc 16.3). Sim, aquelas mulheres iam ao encontro de um morto, aquele que tanta esperança promovera, jazia em pálida rigidez. Estavam elas sós, entregue aos seus pensamentos, sentimentos e habilidades. A solidão humana voluntaria o sofrimento. Nenhuma esperança há à parte do poder de Deus, apenas morte, tristeza e liturgia fria. Esse era o cenário que penetra minha mente, meu coração. Como aqueles eventos seriam desdobrados dentro do soberano plano do Altíssimo? Em João 20.1 lemos: “viu que a pedra estava revolvida”. 


Ressoem os sinos de todas as catedrais por sobre a terra, louvemos ao nosso todo poderoso Deus, deixemos que as luzes celestes iluminem nossas mentes. Há poder em nosso Deus, há justiça em nosso Deus, há amor e misericórdia em nosso Deus:

Vede agora que eu, eu o sou, e não há outro deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão. (Dt 32:39 ).

Saibam todos: Não há Deus que não seja o nosso Deus. Decerto, Maria NÃO se apercebera que se abrira a pedra removida abriu para um túmulo vazio, para um dia eterno.

Sua reação ante a portentosa obra do Senhor é o espanto e frustração, e a busca de ajuda para compartilhar sua aflição e desespero. Pedro e João, ao anúncio, chegam até o túmulo de morte… e eis que estava vazio; lençóis e lenços são testemunhas singelas de um plano que faz quedar todas as hostes e poderes do mal. O que haveria ocorrido naquele lugar de morte? Quem seria o autor de tamanha barbárie? Roubar o corpo morto daquele que “nada pode fazer” para evitar humilhante fim. Além da cruz, um corpo teria sido deixado aos cães, aos lobos? ou… como podemos nós identificar os feitos de Deus? O que o texto sagrado nos deixa aprender? 
Voltemos nossa leitura, nossa mente e nossos corações ao texto sagrado:

Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu. Porque ainda não entendiam a Escritura, que era necessário que ele ressurgisse dentre os mortos. (Jo 20.8-9)

Com efeito, lemos que o cenário criado por Deus promoveu fé, e fez referência às Escrituras. Deveríamos abrir mão de nossa infância, deixar de pensar como meninos, para afiançarmos que Deus fez isso ou aquilo. Ao avaliarmos nosso derredor religioso não podemos fazê-lo sem a vara de medir. À parte das Escrituras, não há Deus, não há fé, não há poder. Temos aqui um exemplo em que Deus abre o entendimento e fornece suporte escriturístico para que a fé seja segundo a Sua palavra. Quem conhece o Senhor, conhece seu caráter, e das Escrituras surgem os valores celestes, apenas delas.
Sigamos: deparamo-nos com um bom texto para todos nós: “e voltaram os discípulos outra vez para casa”. Sim, logo após ver, crer, compreender, eles voltaram para casa.
PEDRO, voluntarioso, se oferecera como sacrifício antes de sua tripla negação; e JOÃO é “aquele a que o Senhor amava”, ambos voltaram para casa e nada mais. 

Soem novamente os sinos, curvem-se todos para depositarmos nossa soberba, obra e sabedoria pessoal no mais profundo abismo. Não pensemos que de nós virá algum bem à parte do Santo. Que abrimos o caminho para o céu com a oração mais renhida, com os joelhos mais calejados, com o ministério mais pomposo:

“se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo”. (2 Tm 2.13).

O mais ousado ou o mais amado, todos padecem de infidelidade. Todas as almas ganhas, todas as orações feitas não forjam os fundamentos de nossa perseverança. 
A perseverança dos santos vem do Senhor! 
Ela toma assento na imutabilidade e fidelidade de Deus, e jamais em nossa pretensa dedicação, muito menos em nossa devoção. Estas são os resultados da ação de Deus em nossas vidas. 

Maria, entretanto, chorava à porta do túmulo, em seu sofrimento, reclina-se e olha para o seu interior. De lá anjos perguntaram: “por que choras?”. A pergunta soa estranha: frente a um túmulo, na perda do Amado, que estranheza há no choro? Por que, pois, a pergunta? Decerto, ela confronta a incompreensão de Maria. Continuava a espera de um cadáver, possivelmente Pedro e João retiveram para si a experiência gloriosa.

Maria esta prestes a sua mais profunda experiência, lemos: “Senhor, se o tiraste, dize-me onde o puseste, e o levarei”. Maria está preparada para morte, para encontrar um corpo sem vida, sem poder. E a voz que atravessou todo o universo no “Fiat lux”, agora está frente a ela, e diz: “Maria”, e houve luz… esse dia jamais acabará.

O som eterno da vida eterna forneceu a artífice da morte o dom da vida. Sua chamada pessoal, Maria.  Cala nossos corações, engasga-nos, desfalece nossa alma, faz que o silêncio nos seja por manto. Quanto mais silêncio melhor: Jesus, nosso Deus, em troca de aromas e bálsamos concedeu-lhe a vida.

“Mestre”, responde Maria, balbucia Àquele que esteve morto, agora dá vida, o que deveria ser um corpo inerte, lança vida sobre a morte de Maria. Resplandeceu a luz e jamais apagará.

Iniciou o dia que não mais terá fim, jamais acabará. Aquele dia chegou aos nossos corações, jamais acabará.

É mandamento do Mestre, subamos, pois, ao nosso Pai, que é Deus de nosso Deus… o Mestre um dia nos explicará.

Apenas creia em Cristo

Igreja Batista Regular Renascer
Manaus, 12,dezembro,2010
Com base em Jo 6.28-40.
O texto lido nesta noite, apesar da distância no espaço e na nossa história, é um fato de nosso dia a dia, repercute nos quatro cantos de nosso cotidiano.
1.    É a luta entre a verdade de Deus  e os caprichos da sabedoria pessoal dos homens. A despeito dos riscos, esses insistem em enfrentar o Senhor dos Exércitos.
2.    São verdades de uma razão sem razão saindo em fúria contra a sabedoria, a bondade e o amor de Deus.
O que veremos expressa a convicção dos milhares que formam a pobre pluralidade religiosa. São os travestis evangélicos, o confuso paganismo católico, espiritualidade sem Espírito dos espiritualistas, a arrogância pueril dos agnósticos e ateus e demais arranjos e modismos religiosos que brincam de ser Deus, sem atinarem para as trevas que se avizinham.
É a mesma disposição que hoje temos no coração de muitos aqui sentados, cujos argumentos são construídos, impedindo-os de conhecer a simplicidade e sabedoria do nosso Deus.
Ah! Como tais corações operam contra si mesmos. Nessa luta, fingem-se fortes, não sabem que, à espreita, a morte lhes sorri, que serão apanhados em sua sabedoria.
(Jo 6:28) Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?
Este tem sido o questionamento da humanidade: Que deve ser feito para agradar a Deus? Todos querem colocar diante de Deus suas obras, seus méritos, suas sabedorias. Não há sinceridade no questionamento, apenas é o ponto de partida para iniciar a oposição ao evangelho da graça de Deus, pois em sua mente pronta está a resposta. Mesmo que represente um desconforto interno, uma desonestidade intelectual, permanecem firmes em sua saga de morte e desesperança.  Mas na firme proposta de exaltação pessoal.
Deveriam saber que todo questionamento que envolve o nome e a vontade do Senhor está sendo descortinada a sentença de morte que paira incessante sobre todos. 
(Jo 6:29) Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.
A boa obra para vida é crer em Cristo, e nada mais, depositar toda sua confiança no Senhor da vida, esta é a resposta celeste, eterna. Pois, apenas Ele é poderoso para infundir a vida em corpos mortais, em mentes sombrias. Este é o grande desafio às mentes soberbas: a simplicidade do evangelho. 
A submissão a Deus por meio da fé em Cristo não tem lugar na razão humana, pois conflita com a fé em si mesmo. É a seiva do prazer que flui e alimenta a tênue vida do homem sem Deus.
(Jo 6:30) Perguntaram-lhe, então: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos e te creiamos? Que operas tu?
Apresentam suas exigências religiosas confrontando a fé em Cristo: sinais. Quem era o Senhor? Que poderia ser feito para evidenciar “a espiritualidade” de Jesus? 
A rejeição ao argumento da fé, e somente a fé, estava posto. Nossos pares, em especial os  pentecostais, estão à procura de algo espetacular, a procura de algo que desça dos céus em bola de fogo ou que imediatamente os transforme e os faça poderosos. A conquista do mundo é a medida da vara.
A  venda da indulgência evangélica: determine, não aceite, aposse-se, prosperidade, saúde, tem substituído a fé em Cristo. Este é o canto e acalanto das multidões.
Procuram um DEUS DE PLANTÃO para atender aos seus “negócios espirituais”.
O evangelho transformador de almas foi posto de lado, surgindo um evangelho de saldo bancário, de exame médicos, conquistas profissionais, de cancelamento de duplicatas, de escaladas de fundo de poços. Todo o aparato psicológico para garantir a superioridade do “evangélico dominador deste século”.
Simplesmente não querem aceitam a fé pura e simples no Senhor, é por demais humilhante. Querem ver atendidos seus anseios, seus critérios, suas propostas. Buscam a chave da exaltação pessoal em nome de Cristo. 
(Jo 6:31) Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer.
Seus sentidos teimam em apresentar argumentos falidos, que nem mesmo crêem, mas é preciso ter alguma coisa para lançar contra o Evangelho do Senhor. Afirmam e criam em suas mentes arranjos para desviarem-se das verdades que se apresentam. Repetem mecanicamente refrãos e ladainhas em respostas aos mandamentos de Deus.
(Jo 6:32)Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
A correção do entendimento é necessária. Todo aquele que não enfrenta “suas” verdades permanece no erro. Não foi Moisés, mas sim o Senhor que lhes havia concedido o pão que comeram. 
Nada recebemos que não venha do alto, sejamos crentes ou não. “Nenhum poder terias se do céu não te fosse dado”, serviu para Pilatos e serve para todos que aqui estão. Todos somos  devedores do Senhor, mesmo que se acredite acima da necessidade religiosa.
É preciso se deixar ouvir as lições do céu. É preciso saber-se ignorante quanto às verdades de Deus, para que o próprio Deus lhe dê as instruções da vida, para que saiam da morte que não cansa em sua perseguição.
(Jo 6:33-34)Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
Não queiram tirar vantagem pessoal do evangelho que seja além do abandono da vida de pecado que tanto prazer trás.
Não queiram como os judeus o pão para saciar apenas a fome do agora, e não saciar a fome e sede eternas pela quais clamam suas almas.
Não transforme a oportunidade ofertada por Deus em momento de vil vantagem.
Submetem a verdade aos arranjos mentais que verdadeiramente os distanciam mais e mais do Senhor.
E muitos outros há, ousam o cristianismo como espreguiçadeira intelectual, lançando seus devaneios para oferecer um novo contorno às verdades eternas. Afirmo-lhes: o oportunismo é a porta de entrada do fracasso espiritual, da surpresa e morte. Esses continuarão entendendo e divulgando conforme as trevas e interesses de seus próprios corações. 
Estão em busca da verdade oportuna, da facilidade operosa, buscam o que lhes parece moda, o que lhes é adequado, a liberdade do pensador.
(Jo 6:35-38)Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede. Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Mas leio: que a vontade do Pai sobrevirá, que o Pai ordenará e o miserável render-se-á ao Seu irresistível  chamado. 

Nada maior poderia confortar o coração do pregador: não faço a minha vontade, não faço o meu querer, não há resultados pela desenvoltura ou sabedoria pessoal, mas sim, pelo poder e querer do Espírito. 
O que ocorrerá a Igreja do Senhor nesta noite está sob o bem querer e domínio do Altíssimo. A Ele poder, honra e glória eternamente. É Deus quem opera tanto o querer quanto o realizar, Ele quem fará prosperar sua palavra… naquilo que Ele mesmo designou. 
Muitos têm visto, ouvido, contudo, não crêem, e continuará assim, o Juiz de toda a terra lhes dará a paga. 
E diz: TODO aquele que o Pai enviar, ESTE virá a Cristo. E virão tantos quantos foram chamados, tantos quantos tiverem seus corações constrangidos pelo Santo Espírito. Nenhum a mais, nenhum a menos. 
(Jo 6:39-40)E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
Saiba, pecador, hoje o céu está aberto. Os ouvidos do Senhor estão voltados para confessares os teus pecados, para teu arrependimento, pois não passas de cinza e pó. 
É tempo para contemplares a grandeza, a bondade e o amor de Deus. 
Para que o teu coração aflito descanse de todo peso sobre a mansidão de Cristo, creia, Ele o aliviará. 
A voz imperiosa do Senhor alerta para abandonares tuas verdades, tua religiosidade fútil,  e viveres uma nova vida, que não sabes que existe… vida que não se esvai.
Apenas creia em Cristo, é o clamor dos céus!